Seminário gratuito de economia criativa no Bioparque Pantanal mostra a artesãos, músicos, cozinheiros e marcas de MS como vender mais nas redes, nas feiras e nos países vizinhos
A economia criativa de Mato Grosso do Sul ganha um encontro próprio na próxima terça-feira (10): o seminário Conexões Criativas reúne empreendedores e especialistas no Bioparque Pantanal, em Campo Grande, das 13h às 18h30, com entrada gratuita e aberta ao público mediante inscrição.
A proposta é discutir como ganhar dinheiro com cultura, artesanato, moda, gastronomia e outras atividades criativas. Na programação estão temas como vender mais pelas redes sociais, o papel da música no movimento de bares, hotéis e restaurantes e o uso da Rota Bioceânica para levar produtos de MS a outros países.
O evento termina com a apresentação da Carta MS Criativo 2030, um documento com propostas para fortalecer o setor no Estado. Para quem vive de um ateliê, de uma banca de feira, de um food truck ou de uma marca autoral, é uma tarde para sair com contatos e ideias práticas sem gastar nada.
Como se inscrever no seminário de economia criativa
As inscrições são feitas por um formulário on-line, no endereço forms.gle/JGY8oW5wLLeubyC2A. A divulgação do evento não informa prazo final nem limite de vagas, por isso a recomendação é garantir a inscrição o quanto antes.
O credenciamento começa às 13h, no auditório do Bioparque Pantanal. A abertura oficial está marcada para as 13h30. Quem chegar cedo evita fila e aproveita para conhecer outros participantes antes dos painéis.
O público é amplo: artesãos, produtores culturais, músicos, donos de bares e restaurantes, estilistas, cozinheiros, guias de turismo e qualquer pessoa que tenha ou queira abrir um negócio ligado à economia criativa.
Programação completa do Conexões Criativas
Depois da abertura, o primeiro painel, das 14h às 15h, trata de economia criativa e bioeconomia. Participam Luciana Azambuja, Pedro Ortale, Aniela Paes, Gessica Costa, Ednilson Mendes e Joyce Serrado.
Das 15h às 16h, o tema é mercados criativos: feiras, lojas, marketplaces e redes sociais. O painel tem Fabio Lapuente, Flavianna Gasparetto, Lucimar Maldonado e Jenny Benitez, e deve trazer dicas para quem quer vender em feiras e pela internet.

Às 16h há um intervalo com café e apresentações da Orquestra Jovem e do Corpo de Dança do Sesc/MS. Às 16h30 começa o painel sobre a Rota Bioceânica, com oportunidades de negócios e trocas culturais com Paraguai, Argentina e Chile, conduzido por Sandra Amarilha, Daniele Paiva e Cristiane Viegas.
O último painel, das 17h30 às 18h30, discute a música que movimenta a economia, com Giovana Correa, Ninho e Vitor Mello. Às 18h30 acontece a leitura da Carta MS Criativo 2030.
Redes sociais, feiras e lojas: onde a economia criativa vende
Para boa parte dos pequenos negócios criativos, a venda acontece em três vitrines: a feira de fim de semana, a loja física ou colaborativa e o perfil nas redes sociais. O painel de mercados criativos foi pensado justamente para quem precisa equilibrar esses canais com pouco tempo e pouca equipe.
Os marketplaces entram como uma quarta porta, capaz de levar o produto feito em MS a clientes de outros estados. Para artesãos e marcas autorais, a escolha do canal certo costuma definir se o negócio fica restrito ao bairro ou ganha escala.
A moda autoral do Estado já mostrou esse potencial: em outubro, oito pequenas marcas apoiadas pelo Sebrae levaram o Pantanal e o Cerrado à passarela do MS Fashion Week. A identidade regional é um dos principais ativos da economia criativa sul-mato-grossense.
A Rota Bioceânica como mercado para a economia criativa
O painel sobre a Rota Bioceânica é um dos destaques da tarde. O corredor rodoviário que vai ligar MS a portos do Chile, passando por Paraguai e Argentina, costuma ser lembrado pelo transporte de grãos e carne, mas também abre espaço para turismo, cultura e produtos de valor agregado.
Para a economia criativa, isso significa a chance de vender artesanato, moda, gastronomia e espetáculos a turistas e compradores dos países vizinhos, além de trocar experiências com produtores culturais de lá. O Paraguai, por exemplo, já entrou no radar dos pequenos negócios de MS.
A Prefeitura de Campo Grande também lançou nesta semana um aplicativo da Rota Bioceânica com serviços, eventos e câmbio dos quatro países, ferramenta que pode ajudar quem quer divulgar atrações e produtos a visitantes estrangeiros.
O turismo é a porta de entrada mais próxima. A rota pode virar um roteiro turístico de quatro países, com Bonito e o Pantanal na vitrine. No II Fórum MS Sustentabilidade, realizado nesta semana em Campo Grande, o diretor de Operações do Sebrae/MS, Tito Estanqueiro, apontou o turismo em Jardim, Bonito e Porto Murtinho como oportunidade imediata.
“É muito importante qualificar os empreendedores que estão no território, porque, quando surgir um mercado, os de fora vão querer absorver esse mercado”, afirmou Estanqueiro no fórum. O recado vale também para a economia criativa: quem se preparar antes chega na frente.
Como preparar o negócio criativo para o turista estrangeiro
Algumas medidas simples ajudam a atender visitantes de Paraguai, Argentina e Chile. A primeira é ter descrições de produtos e cardápios também em espanhol, mesmo que curtas, nas redes sociais, na loja e na banca de feira.
A segunda é facilitar o pagamento, com opções que o visitante consiga usar sem complicação, e deixar claros os preços e as condições de envio para quem quiser comprar à distância depois da viagem.
A terceira é contar a história do produto. Na economia criativa, a origem da peça, o material usado e a ligação com o Pantanal ou o Cerrado costumam pesar tanto quanto o preço na decisão de compra do turista.
Por fim, vale buscar parcerias com hotéis, agências e restaurantes que já recebem esse público. Uma vitrine num hotel ou uma experiência incluída num pacote turístico pode ampliar as vendas sem a necessidade de abrir um novo ponto.
Música e gastronomia também são economia criativa
O painel de encerramento lembra que a música não é só entretenimento. Um show ao vivo enche bares e restaurantes, aumenta a ocupação de hotéis em dias de evento e gera trabalho para técnicos de som, produtores, seguranças e fornecedores de comida e bebida.
A gastronomia segue a mesma lógica. Pratos regionais e ingredientes do Pantanal e do Cerrado viram atração turística e podem se transformar em produto, de embalagens para presente a experiências culinárias. A bioeconomia, tema do primeiro painel, conecta esse uso de recursos naturais a negócios que preservam o meio ambiente.
É essa soma de cultura, turismo, comércio e serviços que faz da economia criativa um setor com efeito em cadeia sobre outras atividades da cidade.
Para o dono de um bar ou restaurante, o painel pode ajudar a pensar a agenda de shows como estratégia de faturamento, e não como custo. Para o músico, a conversa mostra como negociar com casas e eventos a partir do público que ele consegue atrair. Os dois lados ganham quando a programação cultural vira parte do plano de negócios.
O que é a Carta MS Criativo 2030
A Carta MS Criativo 2030 será lida às 18h30, no encerramento. Segundo a divulgação do seminário, o documento reúne propostas para fortalecer o setor criativo em Mato Grosso do Sul nos próximos anos.
O conteúdo da carta ainda não foi divulgado. Para empreendedores, o documento pode servir como referência sobre as prioridades que o setor pretende levar ao poder público e às instituições de apoio, como linhas de qualificação, crédito e espaços de venda.
Acompanhar a leitura é uma forma de saber para onde o debate sobre economia criativa no Estado está caminhando e de se posicionar diante das oportunidades que vierem.
Dicas para aproveitar o evento
Leve cartões de visita ou tenha o perfil do negócio fácil de mostrar no celular. Em eventos como este, boa parte das oportunidades nasce nas conversas do intervalo, e não só no palco.
Anote as perguntas antes de chegar. Se a dúvida é como precificar uma peça artesanal, como vender no exterior ou como entrar numa feira, os painéis de mercados criativos e da Rota Bioceânica são os momentos certos para perguntar.
Por fim, aproveite para conhecer quem atua no mesmo segmento. Parcerias entre artesãos, músicos, cozinheiros e produtores de eventos costumam render pacotes e experiências mais fortes do que cada negócio sozinho.
Serviço
Seminário Conexões Criativas. Data: terça-feira, 10 de novembro de 2026. Horário: das 13h às 18h30. Local: auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Entrada gratuita, com inscrição pelo formulário forms.gle/JGY8oW5wLLeubyC2A.
Quem quer ampliar a agenda do mês pode emendar com outra opção gratuita: no dia seguinte, 11 de novembro, o Sebrae/MS faz um evento para pequenos negócios venderem mais no fim de ano. Para quem vive da economia criativa, são duas chances seguidas de se preparar para a temporada de maior movimento do ano.
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Fontes
JD1 Notícias: Seminário gratuito terá dicas para empreendedores sobre oportunidades da Rota Bioceânica
Agência de Notícias do Governo de MS, reproduzida pela Revista Vigor: Seminário estadual vai debater cultura, economia criativa e novos mercados em MS
