Ao navegar neste site, você concorda com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Uso.
Aceitar
Empreenda MSEmpreenda MSEmpreenda MS
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Desenvolvimento
  • Tecnologia
Pesquisar...
  • Agronegócio
  • Alimentação
  • Artesanato
  • Ciência
  • Comércio
  • Comportamento
  • Cultura
  • Desenvolvimento
  • Economia
  • Educação
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Eventos
  • Finanças
  • Games
  • Gastronomia
  • Gestão Pública
  • Infraestrutura
  • Inovação
  • Investimento
  • Lazer
  • Listas
  • Meio Ambiente
  • Negócios
  • Política
  • Programas Habitacionais
  • Recursos Humanos
  • Redes Sociais
  • Saúde
  • Sustentabilidade
  • Tecnologia
  • Transporte
  • Turismo
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Lendo: Sensor de R$ 0,25 feito com grafite de lapiseira leva inovação da UFMS à perícia de MS
Compartilhar
Font ResizerAa
Empreenda MSEmpreenda MS
Font ResizerAa
Pesquisar...
Já tem uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Empreenda MS > Inovação > Sensor de R$ 0,25 feito com grafite de lapiseira leva inovação da UFMS à perícia de MS
Inovação

Sensor de R$ 0,25 feito com grafite de lapiseira leva inovação da UFMS à perícia de MS

Empreenda MS Publicado em 16/09/2026 2 visualizações
Compartilhar
12 minutos de leitura
Pesquisador ajusta o foco de um microscópio em bancada de laboratório
Compartilhar

Parceria entre o Instituto de Química da UFMS e a Polícia Científica de MS criou um eletrodo de R$ 0,25 que já rendeu 36 laudos periciais; instituição investiu R$ 100 mil em equipamentos próprios para internalizar a tecnologia

Um grafite de lapiseira de 0,7 milímetro, item vendido em qualquer papelaria por poucos reais, virou o coração de um método de análise forense desenvolvido em Mato Grosso do Sul. Usado como eletrodo sensor, o material permite detectar bromadiolona — substância empregada como raticida — em amostras de alimentos e em conteúdo gástrico de animais com suspeita de envenenamento. Cada sensor custa cerca de R$ 0,25 e cada análise sai por aproximadamente R$ 0,80. A metodologia é fruto de uma parceria entre o Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e a Polícia Científica do Estado, e já foi aplicada em 36 exames, com a emissão de 36 laudos periciais.

O caso é um exemplo pouco comum no ecossistema de inovação sul-mato-grossense: uma tecnologia nascida de uma demanda concreta do serviço público, desenvolvida dentro da universidade estadual federal e incorporada à rotina operacional do órgão que a encomendou — sem passar por importação de equipamento caro nem por licenciamento de solução estrangeira.

Leita também

Caminhão de carga trafega por rodovia em região de relevo elevado

Curso do CIN-MS prepara empresas sul-mato-grossenses para exportar pela Rota Bioceânica

Dia das Crianças deve injetar R$ 491 milhões em MS e testa o varejo que lidera o país
Do pequi à ficha técnica: festival em Costa Rica vira laboratório de negócios para 40 empreendedores
Antes da ponte, o conhecimento: curso do CIN-MS prepara empresas para a Rota Bioceânica
Grafite de R$ 0,25 vira sensor forense e coloca MS na fronteira da química de baixo custo

Do problema da perícia para a bancada da universidade

A aproximação entre a Polícia Científica e a UFMS começou em 2020, quando necessidades identificadas na rotina dos exames passaram a ser levadas aos pesquisadores em busca de alternativas. A cooperação entre o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), a Coordenadoria-Geral de Perícias e o Instituto de Química da UFMS foi formalizada em 2021.

No caso da bromadiolona, a demanda surgiu diretamente das ocorrências recebidas pela perícia. Achocolatado em pó, leite em pó, suco de uva, farofa e conteúdo gástrico de animais estão entre as amostras que chegaram ao laboratório para análise da substância. O método foi desenvolvido inicialmente para alimentos e, depois, ampliado para conteúdo gástrico de animais com suspeita de envenenamento.

O balanço das 36 análises é do perito criminal Evandro Rodrigo Pedon, chefe da Divisão de Química e Toxicologia Forense (DQT) do IALF. Foram 8 exames em alimentos e 28 em conteúdo gástrico de animais. Segundo o perito, os detalhes das ocorrências não são divulgados por envolverem informações periciais sensíveis.

Grafite, impressão 3D e tinta feita no laboratório

O sensor faz parte de uma linha de pesquisa que combina materiais simples, eletroquímica e impressão 3D para desenvolver novas formas de análise. Bruno Gabriel Lucca, professor do Instituto de Química da UFMS e um dos pesquisadores envolvidos na parceria, explica que, no método para bromadiolona, o grafite de lapiseira de 0,7 milímetro funciona como eletrodo sensor. É na superfície dele que ocorre a resposta eletroquímica associada à presença da substância.

A impressão 3D entra em outra função: fabricar uma tampa personalizada para o dispositivo, responsável por acomodar e posicionar adequadamente os sensores. Não é a peça impressa que detecta o raticida — o sensor propriamente dito é o grafite da lapiseira. Ainda assim, a manufatura aditiva é central no trabalho do grupo: segundo Lucca, a impressão 3D está presente em cerca de 90% dos dispositivos desenvolvidos pelos pesquisadores.

A tecnologia permite personalizar desenho e geometria para cada aplicação, fabricar as peças no próprio laboratório e automatizar a produção de lotes. Além dela, os pesquisadores utilizam outros materiais de baixo custo, como papel, grafite e tintas produzidas internamente. É uma estratégia de engenharia que reduz dependência de fornecedores especializados e encurta o ciclo entre a identificação de um problema e a entrega de um protótipo funcional.

Depois que a amostra já preparada é aplicada ao dispositivo, a resposta analítica é obtida em questão de segundos.

O contraste de custos é o que dá dimensão ao resultado. Enquanto o eletrodo consumível sai por cerca de R$ 0,25 e a análise por volta de R$ 0,80, os equipamentos convencionais de referência em toxicologia forense envolvem aquisição, manutenção e insumos em outra ordem de grandeza. Reduzir o custo unitário de uma triagem não elimina a necessidade desses aparelhos, mas muda a economia do laboratório: permite analisar mais amostras com o mesmo orçamento e reservar a capacidade dos equipamentos mais caros para os casos que realmente exigem confirmação.

Triagem rápida, não substituição da cromatografia

A rapidez, porém, não significa que o sensor substitua todos os exames convencionais. Lucca ressalta que o método é destinado principalmente à triagem inicial. Em situações que exigem confirmação inequívoca, continuam necessárias técnicas oficiais de análise, como a cromatografia.

A vantagem, segundo o professor, é permitir uma avaliação inicial rápida e de baixo custo, reduzindo a quantidade de amostras que precisam seguir para análises cromatográficas mais demoradas e complexas. Em um sistema pericial que convive com filas e com equipamentos de alto custo de operação, esse funil tem efeito direto sobre prazo de laudo e sobre capacidade de atendimento.

Também é preciso diferenciar os segundos necessários para obter a resposta do sensor do tempo gasto em todo o procedimento. O perito criminal explica que alimentos e conteúdo gástrico exigem etapas de extração e preparação antes da análise. Por isso, atualmente, os exames de bromadiolona são realizados no Instituto de Análises Laboratoriais Forenses, em Campo Grande, e não diretamente no local onde ocorreu a suspeita de envenenamento.

Um segundo método, agora para fungicida

A parceria já rendeu mais de uma entrega. A Polícia Científica confirma que duas metodologias desenvolvidas com o Instituto de Química da UFMS têm aplicação no IALF: uma para bromadiolona e outra para o fungicida benzovindiflupir.

O método para benzovindiflupir pode ser utilizado em casos de suspeita de falsificação ou adulteração de produtos que contenham o fungicida — uma questão sensível em um estado com forte base agrícola, onde a circulação de defensivos irregulares afeta produtividade, segurança alimentar e arrecadação. Assim como no trabalho com a bromadiolona, a eletroquímica está na base da análise, também com o uso da impressão 3D.

O estudo científico produzido com participação da UFMS e da perícia sul-mato-grossense descreve um dispositivo microfluídico com detector integrado, desenvolvido como ferramenta portátil para detecção do fungicida em amostras forenses.

Nesse caso, há ainda a possibilidade de aproximar o equipamento do local onde o produto é apreendido. Pedon explica que a preparação da amostra é mais simples, o que abre perspectiva para utilização do equipamento próximo a uma apreensão, principalmente em cargas com suspeita de falsificação ou adulteração de fungicidas. Isso, no entanto, não significa que o exame já esteja sendo realizado em campo.

R$ 100 mil para internalizar a tecnologia

A cooperação também começa a mudar a estrutura disponível dentro da própria Polícia Científica. Até agora, os trabalhos eletroquímicos eram realizados com equipamentos da UFMS. A instituição passa a contar com aparelhos próprios: segundo Pedon, foram adquiridos dois potenciostatos/galvanostatos, equipamentos utilizados nas análises eletroquímicas, por aproximadamente R$ 50 mil cada, totalizando investimento de cerca de R$ 100 mil.

A implantação ainda está em andamento e os aparelhos serão utilizados pelos peritos do laboratório. A aquisição, entretanto, não significa que todas as análises poderão ser imediatamente realizadas nos locais de ocorrência ou no interior do Estado. Conforme o perito, essa possibilidade depende do tipo de exame e, principalmente, do preparo necessário para cada amostra.

O passo é relevante do ponto de vista de política de inovação: transferir a capacidade instalada da universidade para o órgão usuário reduz a dependência de agenda compartilhada de laboratório e permite que a metodologia seja executada em escala de rotina, e não apenas em regime de pesquisa.

Por que o caso importa para o ecossistema de MS

O arranjo entre UFMS e Polícia Científica ilustra um modelo de inovação que costuma aparecer menos nas estatísticas de startups, mas que tem impacto direto sobre serviço público: a pesquisa aplicada por encomenda, em que o problema chega pronto do usuário final e a solução é validada no próprio ambiente de uso.

Há pelo menos três características que tornam o caso replicável. A primeira é o custo de insumo próximo de zero — grafite, papel e tintas produzidas no laboratório. A segunda é o uso de manufatura aditiva para prototipagem e produção de lotes dentro da própria instituição, o que elimina fornecedor intermediário e encurta prazos. A terceira é o foco em triagem, e não em substituição integral de métodos consagrados, o que reduz a barreira regulatória e de validação para a adoção.

Para o ecossistema sul-mato-grossense de ciência, tecnologia e inovação, o resultado também funciona como vitrine. Metodologias desenvolvidas localmente, publicadas em literatura científica e incorporadas à rotina de um órgão estadual são o tipo de indicador que sustenta pleitos por financiamento continuado a grupos de pesquisa e por programas de cooperação entre universidades e administração pública.

Próximos passos

No curto prazo, a expectativa é de consolidação: colocar em operação os dois potenciostatos adquiridos, capacitar os peritos do laboratório para o uso rotineiro dos equipamentos e ampliar o volume de análises realizadas internamente. A perspectiva de levar o exame para perto do local de apreensão, como no caso do benzovindiflupir, segue condicionada à simplificação do preparo de amostra.

No médio prazo, o formato da parceria — problema identificado na rotina pericial, levado ao Instituto de Química e devolvido como dispositivo de baixo custo — pode ser aplicado a outras substâncias de interesse forense. Com duas metodologias já em uso e uma linha de pesquisa estruturada em eletroquímica e impressão 3D, a cooperação firmada em 2021 se mostra menos um projeto pontual e mais uma rotina de desenvolvimento tecnológico instalada em Mato Grosso do Sul.

Fonte: Campo Grande News — “Grafite de lapiseira vira sensor para detectar veneno em alimentos”, reportagem de Inara Silva, publicada em 15/09/2026.

Você também pode gostar

Pilha de garrafas plásticas e latas de alumínio separadas para reciclagem
Em Tacuru, lixo reciclável vira moeda e abastece a feira da agricultura familiar
Campo de soja dourado sob céu nublado com colinas ao fundo
MS tem a 2ª menor inadimplência do FCO no Centro-Oeste mesmo com agro sob pressão
Vista externa de uma planta industrial com tubulações e chaminés
Corante verde no etanol coloca em xeque os custos da maior safra de MS
ASSUNTOS:campograndeCienciaecossistemadeinovacaogestaopublicaimpressao3dinovacaomatogrossodosulPesquisaCientificaPoliciaCientificaTecnologiaUFMSUniversidade
Compartilhar este artigo
Facebook WhatsApp WhatsApp LinkedIn Telegram Threads Link

Continue Conectado

FacebookCurtir
InstagramSeguir
LinkedInSeguir
ThreadsSeguir
- Anúncio -
Ad imageAd image

Artigos Recentes

Grupo de pessoas sentadas a uma mesa utilizando computadores em ambiente de curso
Campo Grande ganha sua primeira pós-graduação em ciência de dados com IA aplicada
11/09/2026 Tecnologia
Caminho de terra ladeado por fileiras de eucaliptos altos em área de silvicultura
Pasto vira lavoura e eucalipto: o Cerrado de MS muda de dono e perde 290 mil hectares nativos
11/09/2026 Meio Ambiente
Vista do chão de uma fábrica com máquinas industriais e faixas amarelas de sinalização
Serviços despencam 9,6% e indústria trava: a economia de MS perde tração no meio do ano
11/09/2026 Economia
Saguão de aeroporto com vista para a pista e aeronaves
Dourados soma aeroporto cheio, gás e anúncios industriais e entra em novo ciclo econômico, avaliam entidades
10/09/2026 Desenvolvimento

Artigos Relacionados:

Rebanho de bovinos pastando em campo aberto

MS bate recorde histórico de carne bovina e mostra indústria que cresce por produtividade, não por novas plantas

10/09/2026
Mulher sorridente atrás do balcão do próprio estabelecimento comercial

Prêmio Sebrae Mulher de Negócios bate recorde em MS e mostra empreendedorismo feminino que saiu da Capital

10/09/2026
Vista aérea de dois edifícios com painéis solares no telhado

TCE mantém suspensa licitação de R$ 165,5 milhões para energia solar em 15 municípios de MS

10/09/2026
Caminhão de carga trafegando em rodovia arborizada

Exportações de Campo Grande crescem 41,5% e superam US$ 560 milhões até julho

10/09/2026
//

O primeiro portal de empreendedorismo e inovação de Mato Grosso do Sul, oferecendo conteúdo para inspirar empreendedores.

Links Úteis

  • Privacidade
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
  • Anuncie Aqui!CONFIRA!

Principais Tópicos

  • Desenvolvimento
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Tecnologia
Empreenda MSEmpreenda MS
Siga-nos
© 2024 Empreenda CG. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
É bom ter você de volta!

Faça login na sua conta