Ao navegar neste site, você concorda com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Uso.
Aceitar
Empreenda MSEmpreenda MSEmpreenda MS
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Desenvolvimento
  • Tecnologia
Pesquisar...
  • Agronegócio
  • Alimentação
  • Artesanato
  • Ciência
  • Comércio
  • Comportamento
  • Cultura
  • Desenvolvimento
  • Economia
  • Educação
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Eventos
  • Finanças
  • Games
  • Gastronomia
  • Gestão Pública
  • Infraestrutura
  • Inovação
  • Investimento
  • Lazer
  • Listas
  • Meio Ambiente
  • Negócios
  • Política
  • Programas Habitacionais
  • Recursos Humanos
  • Redes Sociais
  • Saúde
  • Sustentabilidade
  • Tecnologia
  • Transporte
  • Turismo
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Lendo: Empretec chega à aldeia e transforma artesanato e geleia em negócio com plano de feira itinerante
Compartilhar
Font ResizerAa
Empreenda MSEmpreenda MS
Font ResizerAa
Pesquisar...
Já tem uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Empreenda MS > Empreendedorismo > Empretec chega à aldeia e transforma artesanato e geleia em negócio com plano de feira itinerante
Empreendedorismo

Empretec chega à aldeia e transforma artesanato e geleia em negócio com plano de feira itinerante

Empreenda MS Publicado em 10/09/2026 109 visualizações
Compartilhar
13 minutos de leitura
Pessoa trabalhando em cestaria cercada por tecidos coloridos em feira
Compartilhar

Turma realizada na Aldeia Lagoinha, em Aquidauana, reuniu 23 participantes de diferentes comunidades, movimentou mais de R$ 3 mil em vendas durante as atividades e terminou com articulação de circuito comercial entre territórios indígenas

Vinte e três empreendedores indígenas de diferentes aldeias da região de Aquidauana concluíram no último sábado (5) uma formação de seis dias em comportamento empreendedor realizada dentro do próprio território, na Escola Estadual Indígena Pastor Reginaldo Miguel Hoyéno’o, na Aldeia Lagoinha. A turma do Empretec Rural — metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e aplicada com exclusividade pelo Sebrae no Brasil — movimentou mais de R$ 3 mil em vendas durante as atividades práticas e terminou com os participantes articulando a criação de uma feira itinerante entre as comunidades da região.

A iniciativa foi promovida pelo Sebrae/MS em parceria com o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Cidadania (SEC), com apoio da Prefeitura Municipal de Aquidauana. A ação integra o Sebrae Plural, programa voltado à inclusão produtiva de grupos historicamente sub-representados no ambiente de negócios.

Leita também

Caminhões de carga circulando por uma rodovia em paisagem montanhosa e árida

Países da Rota Bioceânica já movimentam 29% do comércio exterior de Campo Grande, puxados pelo combustível da Bolívia

Pequenos negócios são 89% das empresas de MS, e Estado já abriu 61 mil MEIs, micro e pequenas empresas em 2026
Fazenda de Jardim vence prêmio nacional de sustentabilidade e transforma troféu em alerta pelo Rio da Prata
Campo Grande sedia simpósio internacional sobre a Rota Bioceânica, e fronteira de MS se prepara com obras em Porto Murtinho e parque tecnológico em Ponta Porã
Escolas públicas de Miranda e Campo Grande levam MS à semifinal nacional do Solve for Tomorrow com projetos de reúso de água

O dado que distingue essa turma de um curso convencional de gestão é o local: a formação aconteceu dentro da aldeia, e não em uma sala de treinamento na cidade. Segundo os organizadores, essa escolha metodológica alterou de forma perceptível a dinâmica do grupo.

Território como método

Liderança da Aldeia Arara Azul e artesão, Pedro Lulu foi direto ao explicar a diferença. “É muito importante que esse seminário aconteça dentro do nosso território, respeitando nossa cultura, nosso jeito de viver e até a nossa forma de falar. Quando precisamos fazer algo fora da aldeia, muitas vezes ficamos mais tímidos. Aqui estamos no nosso ambiente, ficamos mais abertos e conseguimos aproveitar muito mais aquilo que está sendo ensinado”, contou.

A observação toca em um ponto que a literatura sobre inclusão produtiva costuma tratar como barreira de acesso: não basta ofertar a capacitação, é preciso remover os custos — financeiros, logísticos e simbólicos — que impedem determinados públicos de chegar até ela. Deslocamento até a sede do município, dias fora de casa, ambiente institucional estranho e barreira linguística formam, somados, um filtro que exclui antes mesmo da inscrição.

O Empretec trabalha características do comportamento empreendedor como busca de oportunidades e iniciativa, persistência, estabelecimento de metas, planejamento, eficiência, avaliação de riscos, persuasão e autoconfiança. Na versão Rural aplicada em comunidades indígenas e quilombolas, a metodologia recebeu adaptações para dialogar com as realidades e os modos de organização de cada comunidade.

Da teoria à venda na mesma semana

Uma das características do Empretec é que os participantes não apenas discutem conceitos: eles montam negócios, produzem, vendem e prestam contas dentro do próprio curso. Foi assim que os grupos formados em Aquidauana movimentaram mais de R$ 3 mil em vendas ao longo dos seis dias, testando produtos, estratégias de comercialização, atendimento e organização dos negócios em condições reais.

Facilitador na sua sexta experiência com turmas indígenas do Empretec, Noé Neto avaliou que o grupo de Aquidauana se destacou pelo envolvimento desde os primeiros dias. “Encontramos uma turma muito comprometida, engajada e interessada em entender como poderia fazer diferente. Quando trabalhamos estabelecimento de metas, planejamento e visão de futuro, ficou evidente a vontade deles de transformar o que já fazem. Ao final, percebemos participantes mais confiantes e preparados para cuidar dos próprios negócios com conhecimento e planejamento”, explicou.

Em sua primeira turma como facilitador do programa, Odair José Mombach descreveu o mesmo movimento. “Eles levaram o conteúdo para a prática, desenvolveram produtos, montaram empresas e fizeram vendas durante a semana. O mais importante foi perceber que começaram a estabelecer as próprias metas e a planejar como realizar seus sonhos. A metodologia conseguiu extrair o melhor de cada um deles”, avaliou.

Geleia de jabuticaba, trufa e folha de bananeira

Entre os casos concretos surgidos na turma está o de Doralice Lipu, da Aldeia Taunay, que já produzia doces e geleias antes do curso. O que mudou não foi o produto, mas a forma de pensá-lo. Durante as atividades, ela experimentou o uso da folha de bananeira e a produção de trufas recheadas com suas geleias, feitas a partir de ingredientes encontrados no próprio território, entre eles tamarindo e jabuticaba.

“Aprendi coisas técnicas, mas também sobre valorização pessoal e valorização do produto. Percebi que não preciso necessariamente mudar aquilo que faço, mas posso mudar a maneira de trabalhar, aproveitar melhor o que já tenho e pensar de forma mais sustentável. Foi uma riqueza de conhecimento que quero colocar em prática e levar adiante”, afirmou.

O relato sintetiza uma lógica de inovação que raramente aparece nas estatísticas de patentes e startups, mas que tem impacto direto na renda: reposicionamento de produto, uso de insumos locais subaproveitados, agregação de valor por meio de apresentação e narrativa, e formalização gradual da atividade. É inovação incremental, de baixo custo e alta taxa de aproveitamento — o tipo que não depende de capital de risco para acontecer.

Feira itinerante nasce antes do fim do curso

O desdobramento mais relevante da turma surgiu antes mesmo do encerramento. Os participantes começaram a organizar uma feira itinerante entre as aldeias, inicialmente circulando pelas comunidades da própria região. A proposta é abrir novos espaços para a comercialização dos produtos em territórios que hoje têm acesso limitado a canais de venda.

Segundo os facilitadores, o grupo já iniciou conversas com lideranças e começou a definir possíveis locais para as primeiras edições, com a perspectiva de futuramente alcançar também outros municípios. Trata-se, na prática, da construção de uma infraestrutura comercial de baixo custo e alta capilaridade — um circuito de feiras que resolve simultaneamente o problema de escoamento da produção e o de visibilidade dos produtos.

Para o gerente da Regional Oeste do Sebrae/MS, Matheus Oliveira, a presença de participantes de aldeias distintas amplia o alcance do que foi aprendido. “Essa participação de indígenas de diferentes aldeias é muito positiva porque permite que o conhecimento se multiplique pelo território. Esperamos que o desenvolvimento dessas competências empreendedoras gere frutos, com mais pessoas fortalecendo seus negócios, criando iniciativas e ampliando a geração de renda dentro das próprias comunidades”, destacou.

Política pública em construção

Presente no encerramento, o subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Devanilson Paz, ligado à Secretaria de Estado de Cidadania, enquadrou a iniciativa como parte de uma agenda mais ampla. “Esse curso representa uma evolução para os povos originários e pode contribuir para transformar a realidade de muitos empreendedores que precisavam desse incentivo. O papel dessas parcerias é justamente fazer com que oportunidades como essa cheguem às comunidades indígenas e possam gerar novos caminhos”, afirmou.

A turma de Aquidauana dá continuidade a uma parceria iniciada em 2024, quando o Sebrae/MS realizou na Aldeia Ofaié, em Brasilândia, a primeira turma do Empretec Rural voltada a uma comunidade indígena no Brasil. Em 2025, a iniciativa avançou com novas capacitações, entre elas na Aldeia Jaguapiru, em Dourados, e marcou também a realização da primeira turma do Empretec em uma comunidade quilombola de Mato Grosso do Sul, no município de Nioaque.

Para 2026 estão previstas cinco novas formações em comunidades indígenas e quilombolas do Estado. A Aldeia Lagoinha recebeu a segunda turma do ano, após a realização do Empretec Rural na Aldeia Limão Verde, em Amambai. As formações integram o Sebrae Plural, programa voltado à inclusão produtiva de grupos historicamente sub-representados e ao fortalecimento da autonomia, da geração de renda e das oportunidades de desenvolvimento nos territórios.

A escala do programa em Mato Grosso do Sul também ajuda a dimensionar o esforço. Foram três anos entre a primeira turma indígena do Empretec Rural no Brasil, realizada na Aldeia Ofaié em 2024, e as cinco formações previstas para 2026 — um ritmo de expansão que indica consolidação metodológica, mas que ainda cobre uma fração pequena das comunidades do Estado. Mato Grosso do Sul concentra uma das maiores populações indígenas do país, distribuída em dezenas de aldeias, o que sugere haver demanda reprimida bastante superior à oferta atual de vagas.

Há também um efeito menos mensurável, mas citado de forma recorrente pelos facilitadores: a mudança na relação dos participantes com a própria atividade produtiva. Artesanato, produção de alimentos, turismo comunitário e serviços que antes eram tratados como complemento de renda passam a ser lidos como negócio, com custo, preço, meta e cliente. Essa mudança de enquadramento é o que a metodologia chama de comportamento empreendedor — e é justamente o que distingue uma capacitação técnica de uma formação comportamental.

O que vem depois

O desafio a partir de agora é de continuidade. Formações intensivas como o Empretec produzem um pico de motivação e capacidade que precisa ser sustentado por acesso a crédito adequado, orientação técnica recorrente, canais de comercialização estáveis e, quando for o caso, formalização compatível com a realidade dos negócios comunitários. Sem esse encadeamento, o risco é que o aprendizado se dissolva na rotina.

A feira itinerante articulada pelos participantes é justamente o tipo de estrutura que pode dar essa sustentação — desde que encontre apoio institucional para questões práticas como logística, licenciamento sanitário de alimentos e divulgação. O acompanhamento das próximas edições dirá se a turma de Aquidauana consolidou negócios duradouros ou se o impulso ficou restrito à semana de curso.

Para o ecossistema de empreendedorismo sul-mato-grossense, a experiência oferece um dado que merece atenção: quando a política pública se desloca até o território em vez de esperar que o território venha até ela, a adesão muda de patamar. Vinte e três participantes, R$ 3 mil movimentados e um circuito comercial em formação são números modestos em escala estadual, mas expressivos como prova de conceito.

Mais informações sobre as ações e capacitações do Sebrae/MS podem ser obtidas pela Central de Atendimento, no telefone 0800 570 0800.

Fonte:
Agência Sebrae de Notícias MS — “Empretec Rural fortalece empreendedorismo indígena e abre novos caminhos para geração de renda em Aquidauana” (08/09/2026): link

Você também pode gostar

Navios de carga atracados no cais de um porto durante o dia
Indústria de MS bate recorde de US$ 5,39 bilhões em exportações, mas abre menos da metade das vagas de 2025
Bolsas de crochê feitas à mão expostas em feira ao ar livre
Circuito do Sebrae leva 600 pessoas a Três Lagoas e mistura palestra sobre emoções com vitrine para pequenos negócios da Costa Leste
Água turquesa e cristalina correndo sobre leito rochoso de rio
Bonito leva à Abav Expo plano para cortar 20% das emissões por turista, e MS aposta em clima, acessibilidade e afroturismo para vender seus destinos
ASSUNTOS:AldeiaLagoinhaAquidauanaDesenvolvimentodesenvolvimentolocaleconomiacriativaEmpreendedorismoempreendedorismoindigenaEmpretecgeracaoderendagestaopublicainclusaoprodutivamatogrossodosulpovosoriginariosSebraeSebraePlural
Compartilhar este artigo
Facebook WhatsApp WhatsApp LinkedIn Telegram Threads Link

Continue Conectado

FacebookCurtir
InstagramSeguir
LinkedInSeguir
ThreadsSeguir
- Anúncio -
Ad imageAd image

Artigos Recentes

Embarcação de carga navegando em rio
Marinha amplia calado de barcaças no Rio Paraguai e Porto Murtinho volta a exportar açúcar pela hidrovia
05/10/2026 Infraestrutura
Luz do sol entrando em sala de aula vazia com carteiras escolares
JEPP leva educação empreendedora a cerca de 660 alunos em Bataguassu e Eldorado, do assentamento à robótica
02/10/2026 Empreendedorismo
Locomotiva amarela e preta sobre trilhos de ferrovia
Arauco vai à Justiça contra cobrança de ISS em Inocência e alerta para risco de atraso na fábrica de R$ 25 bilhões
02/10/2026 Investimento
Vista aérea de edifícios de uma cidade entremeados por árvores
Campo Grande tem a melhor posição da história em ranking de competitividade, mas educação segura a Capital fora do top 50
02/10/2026 Desenvolvimento

Artigos Relacionados:

Fileiras de plantas verdes em lavoura ao pôr do sol

Professor da UFMS recebe Prêmio Fundação Bunge com pesquisa que usa IA e drones contra a seca no campo

02/10/2026
Rebanho de gado de corte reunido em área de pastagem de terra

Carne de MS passa a pagar 67% para entrar na China, e frigoríficos já miram a cota de 2027

02/10/2026
Pavimentadora de asfalto amarela e rolo compressor em obra de rodovia

Rota Bioceânica avança no Chaco: Paraguai pavimenta trecho rumo à Argentina e acessos em Carmelo Peralta chegam a 23%

02/10/2026
Vista aérea de bairro residencial com muitas casas

TJMS e Incra fecham acordo para levar escritura a bairros erguidos em terras federais de MS

02/10/2026
//

O primeiro portal de empreendedorismo e inovação de Mato Grosso do Sul, oferecendo conteúdo para inspirar empreendedores.

Links Úteis

  • Privacidade
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
  • Anuncie Aqui!CONFIRA!

Principais Tópicos

  • Desenvolvimento
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Tecnologia
Empreenda MSEmpreenda MS
Siga-nos
© 2024 Empreenda CG. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
É bom ter você de volta!

Faça login na sua conta