Ao navegar neste site, você concorda com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Uso.
Aceitar
Empreenda MSEmpreenda MSEmpreenda MS
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Desenvolvimento
  • Tecnologia
Pesquisar...
  • Agronegócio
  • Alimentação
  • Artesanato
  • Ciência
  • Comércio
  • Comportamento
  • Cultura
  • Desenvolvimento
  • Economia
  • Educação
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Eventos
  • Finanças
  • Games
  • Gastronomia
  • Gestão Pública
  • Infraestrutura
  • Inovação
  • Investimento
  • Lazer
  • Listas
  • Meio Ambiente
  • Negócios
  • Política
  • Programas Habitacionais
  • Recursos Humanos
  • Redes Sociais
  • Saúde
  • Sustentabilidade
  • Tecnologia
  • Transporte
  • Turismo
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Lendo: Farmácia Viva da UFMS cultiva 70 plantas e prevê 40 mil frascos de xarope no SUS em 2028
Compartilhar
Font ResizerAa
Empreenda MSEmpreenda MS
Font ResizerAa
Pesquisar...
Já tem uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Empreenda MS > Ciência > Farmácia Viva da UFMS cultiva 70 plantas e prevê 40 mil frascos de xarope no SUS em 2028
Ciência

Farmácia Viva da UFMS cultiva 70 plantas e prevê 40 mil frascos de xarope no SUS em 2028

Empreenda MS Publicado em 21/10/2026 2 visualizações
Compartilhar
13 minutos de leitura
Cesto de vime cheio de ervas frescas sobre lascas de madeira
Compartilhar

Projeto da UFMS com a Secretaria de Saúde já tem protótipos de xarope de guaco e gel de erva-baleeira, mas ainda depende de licença sanitária; horto quer virar referência para municípios que pensam em produzir plantas medicinais

Em uma área de 7 mil metros quadrados dentro da Cidade Universitária da UFMS, em Campo Grande, 70 espécies de plantas medicinais crescem sob os cuidados de um agricultor de 63 anos e a coordenação de uma professora farmacêutica. É ali que funciona o Grande Horto da Farmácia Viva de Mato Grosso do Sul, projeto da Secretaria de Estado de Saúde (SES) com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul que pretende produzir, todos os anos, 40 mil frascos de xarope de guaco e 16 mil bisnagas de gel de erva-baleeira para a rede pública. A previsão da SES, divulgada nesta quarta-feira (21) em reportagem do Campo Grande News, é que os fitoterápicos comecem a chegar aos pacientes do SUS em 2028.

Os primeiros protótipos já existem, mas ainda não podem ser distribuídos. Para começar a produção regular, a Farmácia Viva precisa concluir adequações na estrutura dos laboratórios e obter a Licença Sanitária. Quando o contrato entre o Governo do Estado e a universidade foi assinado, em agosto de 2024, a expectativa anunciada era começar a fabricar medicamentos já em 2025. O cronograma, portanto, se estendeu em cerca de três anos.

Leita também

Mulher sorridente atrás do balcão de uma pequena cafeteria

MEI: lei sancionada eleva teto a R$ 140 mil e perdoa dívidas; 178 mil em MS são afetados

Bonito ganha 3º voo semanal da Latam em 30/10, e Bela Vista aposta no turismo de fé
Empresas do Simples em MS têm até 30 de outubro para escolher como pagar IBS e CBS em 2027
Corumbá: LHG Mining eleva produção de minério em 380% e mira 25 milhões de t até 2029
Semana da Inovação ocupa parque tecnológico de Ponta Porã com games, impressão 3D e rodada de negócios entre Brasil e Paraguai

Para quem acompanha inovação e desenvolvimento em MS, o projeto interessa por um motivo que vai além da saúde: ele monta, dentro de uma universidade pública, uma cadeia produtiva completa, que vai da produção da muda ao medicamento com controle de qualidade e rastreabilidade de lote. E a coordenação quer transformar essa experiência em referência estadual para prefeituras que pensam em criar hortos de plantas medicinais. Itaporã e Rio Verde já demonstraram interesse.

Saber do campo encontra o laboratório

O agricultor João Batista Lima trabalha há cerca de dois anos e meio com as plantas do horto. Aprendeu a lidar com a terra ainda criança, no meio rural, com os ensinamentos de pessoas mais velhas. Entre as práticas que mantém está a observação das fases da Lua: prefere plantar na crescente e reserva a minguante para a poda. “A própria natureza ensina a gente a trabalhar”, resumiu ao Campo Grande News.

O aprendizado, porém, corre nos dois sentidos. João conta que algumas espécies cultivadas no horto eram desconhecidas para ele, e de outras sabia da existência sem conhecer os nomes. Já a professora e farmacêutica Soraya Solon, que coordena o projeto na UFMS, admite que no início da implantação não dominava as técnicas práticas de cultivo e produção de mudas. Foi com a experiência do agricultor, e com um curso específico, que passou a entender melhor essa etapa. “Nós só existimos como existimos por causa dele”, afirmou a coordenadora.

O resultado aparece nos números. O projeto previa inicialmente o plantio de 125 unidades de cada uma das quatro espécies escolhidas para a produção de fitoterápicos. Segundo Soraya, João conseguiu ampliar esse número para 240 plantas de cada espécie, quase o dobro do planejado. A equipe também conta com a orientação de um engenheiro agrônomo com experiência em Farmácia Viva, que ajuda a planejar a produção.

O horto ocupa hoje 7 mil dos 10 mil metros quadrados (um hectare) cedidos pela UFMS. A área restante ainda depende da ampliação do sistema de irrigação. Além do cultivo para medicamentos, o espaço recebe atividades de ensino e extensão, com estudantes de diferentes cursos, crianças e idosos.

Quatro plantas escolhidas pelo perfil de saúde de MS

Das 70 espécies do horto, quatro foram selecionadas para a primeira linha de produtos destinados ao SUS: guaco, erva-baleeira, capim-cidreira e colônia. De acordo com a supervisora do projeto pela SES, Márcia Gutierrez, a escolha foi precedida de um levantamento epidemiológico, que considerou as necessidades de saúde da população sul-mato-grossense, as características das plantas e a viabilidade de cultivo.

O guaco vai virar xarope, por causa da ocorrência de problemas respiratórios e do uso já consolidado desse fitoterápico nos serviços de saúde. A erva-baleeira será usada em um gel com ação anti-inflamatória, pensado como opção complementar para pacientes com problemas articulares. O capim-cidreira e a colônia serão oferecidos como plantas secas para uso medicinal em chá. Na apresentação do projeto, em 2024, a SES descreveu essas duas últimas como espécies de ação ansiolítica.

A meta anual é produzir 40 mil frascos de xarope de guaco, 16 mil bisnagas de gel de erva-baleeira, 800 embalagens de 100 gramas de capim-cidreira e outras 800 de colônia. Quando o contrato foi assinado, a previsão era atender a população próxima à Farmácia Escola da UFMS, pacientes das unidades de saúde Dr. Jorge David Nasser, Dona Neta, Vila Carlota e Guanandi e pacientes ambulatoriais do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

Do canteiro ao frasco, com rastreabilidade

Transformar uma planta em medicamento exige uma sequência de etapas. Depois da colheita, o material passa por seleção, limpeza, secagem e armazenamento. As amostras são submetidas a análises físico-químicas e microbiológicas antes de serem liberadas para a preparação farmacêutica. Segundo Soraya, esses procedimentos permitem verificar a qualidade das matérias-primas e garantir a rastreabilidade dos lotes, da origem das plantas até a preparação final. O trabalho envolve laboratórios e serviços de controle de qualidade, entre eles o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Esse é o ponto que aproxima o projeto do universo da inovação. O modelo Farmácia Viva nasceu no Ceará, nos anos 1980, a partir do trabalho do professor Francisco José de Abreu Matos, da Universidade Federal do Ceará, e foi incorporado ao SUS em 2010 pelo Ministério da Saúde, dentro da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, criada em 2006. Desde 2013, as boas práticas exigidas dessas unidades seguem regras próprias da Anvisa. Na prática, trata-se de aplicar padrão farmacêutico a uma produção de pequena escala, com base em conhecimento tradicional validado pela ciência, algo que exige equipe multidisciplinar, laboratório e processo documentado.

O dinheiro para estruturar a unidade de MS veio do Ministério da Saúde: R$ 987.302,26, sendo R$ 648.769,26 para manutenção e R$ 338.533,00 para estruturação, com gestão da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec). Em abril deste ano, a Fapec abriu pregão eletrônico de R$ 53.366,98 para comprar equipamentos como estufa de esterilização e secagem, estereomicroscópio, balança de precisão, banho ultratermostático, centrífuga, capela de exaustão, pHmetro e termohigrômetro, com entrega prevista na Cidade Universitária.

O que ainda falta para a produção começar

Segundo Márcia Gutierrez, o projeto já recebeu a Certidão de Regularidade Técnica do Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul (CRF/MS), documento necessário para a regularização. A Vigilância Sanitária também fez uma visita técnica e apresentou as exigências que precisam ser cumpridas antes de autorizar a fabricação dos medicamentos.

Parte das adequações é física: mudanças em portas, ralos e torneiras dos laboratórios, de acordo com Soraya. Os equipamentos de cultivo e processamento já foram adquiridos, mas ainda faltam materiais para as atividades de manipulação e controle de qualidade. Hoje, a equipe faz testes de processamento e já tem protótipos de xarope de guaco, gel de erva-baleeira e ervas secas de capim-cidreira e colônia.

A linha do tempo ajuda a medir o desafio. Em agosto de 2024, a assinatura do contrato veio acompanhada da promessa de produção a partir de 2025. Em outubro de 2025, a SES informava que os recursos federais já tinham sido aplicados na estrutura física e técnica, mas que a produção ainda não havia começado. Em abril de 2026, o projeto seguia na fase de cultivo, ainda sem alvará sanitário e com a compra de equipamentos em andamento. Agora, a data de referência passou a ser 2028.

Referência para municípios e oportunidade no interior

Além de produzir medicamentos, a Farmácia Viva pretende funcionar como referência estadual para apoiar municípios interessados em criar hortos de plantas medicinais. A proposta inclui orientação técnica, produção de mudas, atividades educativas sobre o uso seguro das plantas e formação de profissionais de saúde para trabalhar com fitoterápicos. Itaporã e Rio Verde já procuraram a equipe.

O interesse das prefeituras tem lastro financeiro. Em outubro de 2025, uma portaria do Ministério da Saúde habilitou 35 municípios de Mato Grosso do Sul a receber, ao todo, R$ 1.014.682 para ações da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, com valores entre R$ 2.238 e R$ 49.553,50. Corumbá (R$ 49,5 mil), Ponta Porã (R$ 48,7 mil) e Aquidauana (R$ 29,1 mil) ficaram com as maiores fatias, e Itaporã, um dos interessados no modelo da UFMS, recebeu cerca de R$ 15 mil.

Se a rede de hortos municipais avançar, a demanda por mudas, cultivo padronizado, secagem e análise de qualidade tende a crescer fora da Capital, o que pode abrir espaço para produtores locais, de forma parecida com o que já acontece quando prefeituras reservam parte da merenda escolar para a agricultura familiar. O projeto também reforça o papel da UFMS como ponte entre pesquisa e aplicação prática, tema que apareceu com força no Integra UFMS, que reuniu 2,1 mil trabalhos neste mês, e se soma ao debate sobre o valor da biodiversidade do Cerrado e do Pantanal, que vêm perdendo vegetação nativa.

Próximos passos

Enquanto a autorização da Vigilância Sanitária não sai, o trabalho no horto continua. Para João, ver as espécies que ajudou a cultivar virarem preparações farmacêuticas é motivo de satisfação. “Eu fico feliz”, disse, ao falar do guaco que já deu origem ao protótipo de xarope.

Os próximos marcos são a conclusão das obras de adequação dos laboratórios, a compra dos materiais que faltam para manipulação e controle de qualidade, a emissão da Licença Sanitária e, por fim, o início da distribuição na rede pública, previsto pela SES para 2028.

Fontes: Campo Grande News, Na UFMS, agricultor e professora trocam saberes para produzir medicamentos (21/10/2026); Edital prevê R$ 53 mil em equipamentos para Farmácia Viva (10/04/2026); MS recebe R$ 1 milhão para programa de plantas medicinais no SUS (12/10/2025); Projeto Farmácia Viva criará fitoterápicos para principais doenças de MS (15/08/2024).

Leia também: Integra UFMS chega aos 10 anos com recorde de 2,1 mil trabalhos | São Gabriel do Oeste e Jaraguari abrem mais de R$ 500 mil da merenda escolar para a agricultura familiar

Você também pode gostar

Canton Tower se ergue sobre a paisagem urbana de Guangzhou, na China, às margens de um rio
Na China, Fiems assina cooperação de dois anos com câmara de Guangdong e tenta transformar missão de compras em parceria duradoura
Cabo de carregador de veículo elétrico conectado a um carro
Frota de carros elétricos e híbridos cresce 71% em um ano em MS e chega perto de 12 mil veículos
Piscina rodeada por vegetação exuberante e palmeiras
Crédito para o turismo de MS dispara 312% em 2026, mas corte de voos da Gol para Bonito e Rio acende alerta no setor
ASSUNTOS:BiodiversidadecampograndeCiênciaFapecFarmaciaVivafitoterapicosInovaçãoitaporamatogrossodosulplantasmedicinaisSaúdeSESSUSUFMS
Compartilhar este artigo
Facebook WhatsApp WhatsApp LinkedIn Telegram Threads Link

Continue Conectado

FacebookCurtir
InstagramSeguir
LinkedInSeguir
ThreadsSeguir
- Anúncio -
Ad imageAd image

Artigos Recentes

Homem apresentando um projeto para um grupo de pessoas em escritório com paredes de tijolos
Investidores ou grandes clientes? Startups de MS testam os dois caminhos em agenda que foi do Living Lab ao Fórum Encadear
19/10/2026 Inovação
Torre de transmissão de energia elétrica em meio a um campo de grama
Leilão de R$ 4,1 bilhões vai definir quem constrói as linhas de 500 kV que ligam MS ao Paraná e a Goiás
19/10/2026 Infraestrutura
Interior de galpão industrial vazio com piso de concreto polido
Fábrica de fertilizantes e laticínio de cooperativa familiar puxam R$ 25,2 milhões em projetos que pedem incentivo em Campo Grande
16/10/2026 Desenvolvimento
Carrinho de compras de metal azul em um corredor de supermercado desfocado
Comércio de MS lidera o país com alta de 12% nas vendas em agosto, mas serviços caem 6,9% e expõem economia em duas velocidades
16/10/2026 Economia

Artigos Relacionados:

Avião de pequeno porte parado em um aeródromo sob céu nublado

Aeroportos de Bonito, Dourados e Três Lagoas vão à vitrine de investidores, e Malha Oeste ganha data de leilão com dinheiro público

16/10/2026
Pequeno carro robô com rodas, placa eletrônica e fios sobre uma mesa

Da caixa de peças à sucata: robótica chega às escolas municipais de Deodápolis e Sete Quedas e aproxima crianças da inovação

15/10/2026
Homem sorridente trabalhando em uma máquina de costura em pequena oficina

Câmara aprova teto de R$ 140 mil e perdão de dívidas para MEIs; proposta vai ao Senado e alcança mais de 200 mil microempreendedores de MS

15/10/2026
Navios de carga atracados no cais de um porto durante o dia

Exportações de MS para a União Europeia crescem 27% nos cinco primeiros meses do acordo com o Mercosul, e Holanda vira a maior compradora

15/10/2026
//

O primeiro portal de empreendedorismo e inovação de Mato Grosso do Sul, oferecendo conteúdo para inspirar empreendedores.

Links Úteis

  • Privacidade
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
  • Anuncie Aqui!CONFIRA!

Principais Tópicos

  • Desenvolvimento
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Tecnologia
Empreenda MSEmpreenda MS
Siga-nos
© 2024 Empreenda CG. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
É bom ter você de volta!

Faça login na sua conta