O Governo de Mato Grosso do Sul definiu como prioridades estratégicas a reativação do transporte ferroviário, a duplicação de rodovias, o fortalecimento da hidrovia e a ampliação e modernização dos aeroportos.
O objetivo é melhorar a infraestrutura logística do estado e garantir maior competitividade no mercado nacional e internacional.
As diretrizes foram detalhadas nesta segunda-feira (3) pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, durante o 9º Encontro Regional do Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, realizado na sede da Famasul, em Campo Grande.
Promovido pelo Ministério dos Transportes, o evento faz parte da segunda fase do PNL 2050, iniciativa que traça o planejamento de longo prazo para a infraestrutura de transportes no país.
Com o tema “Participação Social para Construção do Diagnóstico do PNL 2050”, o encontro reuniu representantes do setor público, da iniciativa privada e especialistas em logística para discutir os principais desafios da Região Centro-Oeste.

Durante a programação, foram debatidos gargalos e potenciais dos corredores logísticos da região, com destaque para Mato Grosso do Sul, estado com forte vocação para o agronegócio e que depende de um sistema de transporte eficiente para manter sua competitividade.
“O Governo Federal está fazendo um diagnóstico regional para identificar os principais entraves logísticos do país. Em Mato Grosso do Sul, após a reforma tributária, a logística passa a ter ainda mais importância. Precisamos ser competitivos”, afirmou Jaime Verruck.

A abertura contou com a presença do diretor-tesoureiro da Famasul, Frederico Valente; da subsecretária substituta do Ministério dos Transportes, Larissa Spinola; do presidente da SETLOG/MS, Cláudio Cavol; e do assessor de logística da Semadesc, Lúcio Lagemann.
Larissa Spinola destacou o compromisso do Governo Federal com o diálogo regionalizado. “Precisamos percorrer o Brasil para entender o Brasil. Estamos aqui para ouvir vocês”, reforçou.
Prioridades para o Estado
Entre os gargalos destacados pelo secretário Jaime Verruck está a necessidade urgente de reativar o transporte ferroviário. “Hoje, o principal gargalo logístico do Estado é a ferrovia.
Já temos projetos rodoviários em andamento, então nossa maior demanda está na malha ferroviária. A Rota Bioceânica, embora ainda em construção, também será parte importante da solução”, explicou.
Jaime Verruck ressaltou que o custo e o tempo de transporte são os principais fatores que impactam a competitividade. “Hoje o transporte está excessivamente concentrado no modal rodoviário, com alto custo.
Quando criamos a intermodalidade, conseguimos reduzir o valor do frete e o tempo de entrega, especialmente em um estado como o nosso, que é fortemente exportador”, disse.
A metodologia do PNL 2050 baseia-se em análises técnicas como matrizes origem-destino, mapas de saturação e indicadores de acessibilidade, sustentabilidade e integração regional.
O plano visa nortear os investimentos necessários até 2050 com base em diagnósticos precisos e colaborativos.
Para Jaime Verruck, a construção desse planejamento precisa partir da realidade local. “A presença do Governo Federal no Estado, ouvindo o setor produtivo e o poder público, é essencial para garantir um diagnóstico realista.
Não há recursos para tudo, por isso é necessário definir prioridades com base em dados e na realidade de cada região”, finalizou.
