O Banco Central do Brasil (BC) está elevando o nível de exigência em cibersegurança para o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Em resposta a um número crescente de incidentes cibernéticos, a autoridade monetária anunciou que está preparando novas normas mais rigorosas para blindar o setor.
Crescimento Alarmante dos Incidentes
A decisão vem após o BC registrar um aumento significativo nas ocorrências. Segundo a própria instituição, foram contabilizados 68 incidentes cibernéticos até outubro deste ano, marcando o maior patamar desde 2018, quando o monitoramento começou. Esse cenário demonstra a urgência de fortalecer a defesa digital contra ameaças cada vez mais sofisticadas.
O Foco da Nova Regulamentação
As novas regras buscam endereçar as vulnerabilidades expostas pelos ataques recentes e garantir a estabilidade do sistema. Embora os detalhes completos ainda estejam sendo finalizados, o BC já sinalizou um monitoramento contínuoe a atuação na resposta a incidentes que possam comprometer o funcionamento regular do SFN.
Medidas Anteriores Já Implementadas:
- Reforço na segurança das Instituições de Pagamento: Incluindo a exigência de capital mínimo de R$ 15 milhões para Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que acessam a Rede do SFN, e a ampliação dos requisitos de governança e gestão de riscos.
- Agilidade na Resposta: Alterações no regimento interno para acelerar a aplicação de medidas preventivas contra instituições que falharem no cumprimento das normas de conduta.
- Regulamentação de Criptoativos: Estabelecimento de regras mais claras para a prestação de serviços de ativos virtuais, visando combater golpes, fraudes e lavagem de dinheiro.
O objetivo principal do Banco Central é claro: aumentar a segurança, a governança e a transparência do setor financeiro, obrigando as instituições a se adaptarem rapidamente a um novo e mais alto padrão de proteção.
