Mato Grosso do Sul marcou presença no lançamento do Pacto Nacional em Favor dos Indicadores Estaduais de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), ocorrido em 17 de setembro, em Brasília. O evento reuniu representantes de diversos estados, com destaque para o diretor-presidente da Fundect e presidente do Confap, Márcio de Araújo Pereira, que representou oficialmente o MS.
O que é o Pacto Nacional de CT&I?
A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), tem como foco aprimorar a produção e a utilização de indicadores regionais de CT&I. O objetivo é tornar as bases de dados mais robustas e comparáveis entre estados, fornecendo subsídios confiáveis para a formulação de políticas públicas locais.
O projeto “Ciência de Dados pelo Brasil”, que faz parte do pacto, destinará aproximadamente R$ 13,3 milhões para bolsas, capacitação e infraestrutura, garantindo que cada unidade federativa tenha ao menos um cientista de dados dedicado.
Outra frente estratégica do pacto é a criação da Rede Nacional de Indicadores Estaduais de CT&I (RNIE), que formaliza uma governança compartilhada para a produção e o uso desses indicadores em nível estadual.
Engajamento de Mato Grosso do Sul
Para o MS, participar da RNIE representa uma oportunidade de alinhar a produção de dados técnicos e estratégicos à realidade local, captando vocações regionais e configurando melhor os desafios e oportunidades de inovação no estado. Segundo Márcio de Araújo Pereira:
A produção de indicadores estaduais com base em normas metodológicas internacionais, adaptadas às realidades locais, nos permitirá enxergar com precisão as potencialidades e os desafios da inovação em MS.”
Essa abordagem baseada em evidências deve facilitar o planejamento mais assertivo de políticas públicas, a atração de investimentos estratégicos, o fortalecimento da formação de talentos e o fomento ao empreendedorismo tecnológico em Mato Grosso do Sul.
Por que isso importa para o ecossistema de inovação e empreendedorismo do MS
- Decisões mais ágeis e estratégicas – com dados melhores, é possível direcionar recursos para os setores onde o potencial de inovação e retorno social é maior.
- Menos disparidades regionais – ao padronizar indicadores e metodologias, o pacto ajuda a evidenciar as diferenças regionais e a promover políticas mais equitativas.
- Foco em vocações locais – ao medir o que realmente se produz e se inova em cada estado, é possível criar programas e incentivos que dialoguem com a realidade regional, em vez de seguir uma agenda genérica.
- Fortalecimento da base de talentos – com melhores métricas e planejamento, os estados podem moldar programas de formação de pesquisadores, empreendedores e gestores com mais aderência às demandas locais.
- Transparência e visibilidade internacional – a harmonização metodológica permite que os indicadores estaduais ganhem credibilidade e relevância em cenários internacionais de CT&I.
O Pacto Nacional de Indicadores Estaduais de CT&I emerge como uma iniciativa estratégica para fortalecer os sistemas de inovação estaduais, conectando dados, evidências e políticas públicas em uma rede colaborativa e comparável. Para Mato Grosso do Sul, essa articulação representa um avanço significativo no sentido de consolidar uma agenda local de CT&I orientada por evidências, capaz de gerar impacto real no desenvolvimento econômico, social e tecnológico.
O desafio agora é traduzir esse arcabouço institucional em ações concretas: desde a coleta e análise de dados até a criação de políticas de longo prazo que fortaleçam o ambiente de empreendedorismo, pesquisa e inovação no estado.
