O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação registrou um aumento significativo nos investimentos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico em universidades e institutos federais de ensino. Nos últimos dois anos, a média anual desses investimentos triplicou, atingindo um total de R$ 564 milhões. A ministra Luciana Santos anunciou essa conquista durante uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reitores de instituições de ensino superior em Brasília.
A ministra enfatizou a importância da retomada dos investimentos na produção científica nacional, ressaltando que as universidades públicas são responsáveis por 90% da produção científica no Brasil. “As universidades públicas são verdadeiros centros de produção de conhecimento e desempenham um papel central no desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
Entre 2023 e 2024, o MCTI aumentou o investimento médio anual nas instituições federais de ensino para R$ 564 milhões, triplicando a média anual de R$ 195 milhões registrada entre 2019 e 2022. Esse aumento representa um compromisso sólido com a ciência, tecnologia e inovação no país.
Entre as iniciativas destacadas está o Programa Pró-Infra, que investirá R$ 1,3 bilhão em 2024 em projetos de infraestrutura de pesquisa para Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). O Pró-Infra, agora parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá chamadas anuais divididas em três linhas: Expansão e Desenvolvimento, Recuperação e Centros Temáticos. A Finep, agência pública vinculada ao MCTI, é responsável pela operacionalização do programa, utilizando recursos não reembolsáveis do FNDCT.
Além disso, a ministra mencionou outros investimentos significativos do MCTI:
- R$ 390 milhões para a execução de projetos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
- R$ 372 milhões através da Lei de TICs.
- R$ 863 milhões para infraestrutura e serviços de comunicação para educação e pesquisa pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP).
- Fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) a projetos e bolsas de formação e pesquisa.
Durante o encontro, o presidente Lula desafiou as universidades e institutos federais a se envolverem no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, que está sendo elaborado pelo governo federal sob a coordenação do MCTI. “Vamos apresentar ao mundo um projeto feito no Brasil, em língua portuguesa, por brasileiros. Vamos fazer esse debate nas universidades”, declarou o presidente. O plano será apresentado em agosto, durante a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que o Governo Federal destinará R$ 5,5 bilhões para a consolidação e expansão das universidades e dos hospitais universitários federais, como parte do Novo PAC. Esse investimento será direcionado para a criação de dez novos campi em diversas regiões do país e para melhorias na infraestrutura das 69 universidades federais existentes.
Além disso, 31 hospitais universitários da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) receberão recursos, incluindo a construção de oito novos hospitais. A expansão dos campi de ensino superior garantirá a presença de universidades federais em locais estratégicos, como São Gabriel da Cachoeira (AM), Rurópolis (PA), Cidade Ocidental (GO), Caxias do Sul (RS), Ipatinga (MG), Jequié (BA), Baturité (CE), São José do Rio Preto (SP), Sertânia (PE) e Estância (SE).
O aumento expressivo dos investimentos em ciência e tecnologia demonstra o compromisso do governo brasileiro com o desenvolvimento do setor. As universidades e institutos federais são fundamentais para a produção de conhecimento e inovação, e o suporte financeiro é essencial para que essas instituições possam continuar a desempenhar seu papel com excelência.
Essas ações do MCTI e do Ministério da Educação não apenas fortalecem a infraestrutura de pesquisa e ensino no Brasil, mas também criam oportunidades para que o país se destaque no cenário global de ciência e tecnologia. A inclusão das universidades no Plano Brasileiro de IA, por exemplo, é um passo importante para que o Brasil se torne um líder em inteligência artificial, com projetos inovadores e relevantes.
Com a consolidação dos investimentos e a criação de novos campi universitários, o Brasil se prepara para um futuro promissor no campo da ciência, tecnologia e inovação. A expectativa é que essas medidas resultem em avanços significativos na produção científica, no desenvolvimento de novas tecnologias e na formação de profissionais altamente qualificados.
O fortalecimento das universidades e institutos federais, aliado ao suporte do governo, permitirá que o Brasil continue avançando no cenário científico internacional. As ações do MCTI e do Ministério da Educação são fundamentais para que o país atinja seus objetivos de desenvolvimento sustentável e crescimento econômico baseado no conhecimento e na inovação.
Em resumo, os investimentos triplicados do FNDCT e as iniciativas como o Programa Pró-Infra e o Plano Brasileiro de IA representam um marco importante na trajetória do Brasil rumo a um futuro mais inovador e competitivo no cenário global. A parceria entre o governo e as instituições de ensino é crucial para transformar esses recursos em resultados concretos e duradouros para a sociedade brasileira.
