O ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) de Mato Grosso do Sul recebe uma notícia de peso: o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) anunciaram dois novos editais do programa ProInfra, totalizando R$ 1 bilhão em recursos não reembolsáveis. A chamada é crucial para o estado, pois 30% da verba é reservada para projetos de Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incluindo a Fundect/MS, Universidades e empresas ligadas à pesquisa.
Os novos editais do ProInfra representam o maior investimento na infraestrutura de pesquisa científica nacional em anos, marcando a retomada da capacidade de apoio da Finep às ICTs. O objetivo é modernizar laboratórios, construir novas instalações e ampliar a capacidade de pesquisa aplicada que se reverterá em inovação para o setor produtivo.
Para Mato Grosso do Sul, onde a Fundect, a UFMS, a UEMS e o IFMS atuam como motores da inovação, esta é a oportunidade de obter recursos expressivos para equipar laboratórios de ponta e centros temáticos que suportarão o avanço em Bioeconomia, Agrotecnologia e Transição Energética.
1. Detalhes dos Editais e a Cota para o Centro-Oeste
O investimento de R$ 1 bilhão está dividido em dois editais, cada um com foco específico, mas ambos priorizando as regiões menos assistidas historicamente, como a nossa:
| Edital ProInfra | Objetivo | Reserva para N/NE/CO | Teto por Entidade |
| ProInfra Expansão 2025 | Apoio à execução de projetos de expansão de infraestrutura (obras complexas, equipamentos, projetos de engenharia). | 30% do total (R$ 500 milhões) | Até R$ 25 milhões (variável pelo número de doutores). |
| Pesquisa Aplicada em Centros Temáticos 2025 | Apoio a projetos de pesquisa aplicada com foco em produtos e processos inovadores em Centros Temáticos. | 30% do total (R$ 500 milhões) | Não especificado na notícia, mas foca em desafios críticos e impacto relevante. |
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O teto de R$ 25 milhões no ProInfra Expansão é um valor significativo, permitindo que as Universidades Públicas de MS consigam construir infraestrutura de grande porte para competir em nível global.
2. Áreas Temáticas: Onde Focar a Proposta
O edital de Pesquisa Aplicada em Centros Temáticos lista áreas que se alinham perfeitamente à Estratégia Nacional de CT&I (ENCTI) e às vocações de Mato Grosso do Sul, como visto na notícia anterior da Fundect:
- Cadeias Agroindustriais Sustentáveis: Foco em otimização de commodities, bioinsumos e processos de baixo carbono. (Conexão direta com a Citricultura e a Bioeconomia).
- Bioeconomia, Descarbonização, Transição e Segurança Energéticas: Vital para a agenda de carbono neutro do estado e para o setor de etanol e biodiesel.
- Transformação Digital: Suporte para pesquisas em Inteligência Artificial e Big Data, em linha com o acordo MS-Google.
- Complexo da Saúde.
- Infraestrutura Urbana e Mobilidade Sustentável.
- Tecnologias de interesse para a soberania e defesa nacionais (com reserva de R$ 100 milhões).
3. Oportunidade para o Setor Privado
Embora o público-alvo principal sejam as ICTs (Universidades Públicas, Instituições Federais e Fundações de Apoio), as empresas e startups de Mato Grosso do Sul devem se atentar ao edital de Pesquisa Aplicada.
A busca por Centros Temáticos implica que as Universidades buscarão parcerias com o setor produtivo para desenvolver produtos e processos inovadores. O empreendedor deve procurar ativamente as ICTs locais para colaborar na elaboração de propostas que possam usar o recurso da Finep para:
- Testar e validar tecnologias em laboratórios modernizados.
- Desenvolver projetos conjuntos de pesquisa aplicada com foco em mercados globais.
O prazo para a chamada de Centros Temáticos encerra em 29 de maio de 2026.
