Campo Grande, MS – A cena empreendedora e criativa de Mato Grosso do Sul ganha um novo espaço de celebração e negócios nos dias 27 e 28 de junho, com a realização do 1º Festival do Leite, Queijo e Economia Criativa. O evento, que acontece no tradicional Parque de Exposições Laucídio Coelho, vai além de um grande arraiá: é um verdadeiro encontro entre tradição rural, inovação, gastronomia local e oportunidades para empreendedores da região.
A entrada é gratuita e o convite está aberto a toda a comunidade: famílias, apreciadores de produtos artesanais, agentes do ecossistema de inovação e, claro, pequenos produtores em busca de visibilidade e novas conexões. O festival é resultado de uma ampla mobilização envolvendo entidades do agronegócio, cooperativismo, terceiro setor e poder público, provando que a inovação também nasce do campo e das parcerias locais.
Uma feira que valoriza a produção local e a criatividade regional
O coração do evento é uma feira diversificada de produtos derivados do leite – dos tradicionais queijos artesanais e doces regionais a pães, geleias, sorvetes, além de uma seleção de plantas, artesanatos e até exposição de gado leiteiro da raça Girolando, símbolo da produtividade sul-mato-grossense. Essa variedade reflete não apenas a força da cadeia produtiva do leite no estado, mas também o potencial da economia criativa como vetor de desenvolvimento.
Mais do que vender, os expositores – muitos deles pequenos produtores ou empreendedores individuais – terão a chance de apresentar suas histórias, técnicas e inovações. Em tempos de valorização do consumo consciente e do apoio ao local, eventos como o Festival do Leite aproximam quem produz de quem consome, fortalecendo vínculos que vão além da simples relação comercial.

Pequenos empreendedores, grandes histórias
Um dos destaques da feira é a presença de empreendedores como Gê Barros, artesã que encontrou no crochê uma forma de empreender, gerar renda e fortalecer a cultura local.
Ser um pequeno empreendedor é trabalhar por conta própria, por isso precisamos de apoio para divulgar nosso trabalho. A retomada de eventos como este contribui para que possamos expandir nossos negócios, contribuindo também para a riqueza cultural e econômica da cidade, afirma Gê.
A fala de Gê traduz o sentimento de muitos microempreendedores que veem no festival uma vitrine para seus talentos e produtos. Ela reforça que o incentivo à participação de pequenos negócios e artesãos é estratégico para estimular a criatividade e gerar novas oportunidades de desenvolvimento local.
Acredito que esses eventos ajudam a valorizar a nossa arte e mostrar que, com apoio e incentivo, podemos unir cultura e economia em um mesmo ambiente, completa.
Tradição e entretenimento para todas as idades
Além da feira e da exposição de gado leiteiro, o festival celebra a cultura regional com uma intensa programação de festas juninas e shows gratuitos. Logo após a abertura oficial, prevista para sexta-feira (27), às 17h, o público poderá aproveitar o tradicional Arraiá dos Amigos, organizado pela Escolinha 38, com show da dupla Kleber & Ruan, o 4º Leilão COTTMS e a emocionante prova de Três Tambores – atividades que acontecem simultaneamente e prometem animar o público.
No sábado (28), a programação começa cedo, às 9h, com novas disputas da prova de Três Tambores, uma das atrações mais aguardadas pelos apaixonados pelo universo rural. Às 10h30, uma apresentação de cães de pastoreio da raça Border Collie promete encantar adultos e crianças, evidenciando a inteligência e habilidade desses animais no manejo do gado. O encerramento, previsto para as 19h30, traz shows da banda Mansão e do Grupo Pantaneiro, reforçando o clima de celebração e pertencimento.
Inovação no campo: economia criativa impulsionando o agro
Apesar do clima festivo, o festival cumpre um papel estratégico ao dar visibilidade a iniciativas que unem tradição rural e inovação. O agronegócio brasileiro, motor da economia nacional, vem incorporando práticas cada vez mais inovadoras, seja na produção, comercialização ou nas relações com os consumidores.
A valorização dos queijos artesanais e derivados do leite, por exemplo, está alinhada a tendências de consumo mais conscientes, que priorizam qualidade, origem, sustentabilidade e processos criativos. A presença de microempreendedores e produtores familiares mostra uma transformação em curso: o campo deixa de ser apenas um fornecedor de matéria-prima e assume protagonismo em uma nova economia, onde criatividade, tecnologia, cultura e empreendedorismo andam juntos.
A economia criativa, cada vez mais disseminada, engloba todos os negócios que têm a criatividade como principal insumo. No festival, essa essência se expressa nos alimentos, no artesanato, nas apresentações culturais, nas técnicas de manejo e nas redes de cooperação entre produtores, instituições e consumidores.
Parcerias e apoio institucional
O festival só se tornou realidade graças à mobilização de diferentes atores. A organização é da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Câmara Setorial do Leite, Prefeitura de Campo Grande e Núcleo Girolando MS. Conta ainda com o apoio de instituições que integram o ecossistema de inovação, como Senar, Sicredi, Real H, Ponto da Ordenha, Famasul, Sindicato Rural, Sebrae, Semadesc e Agraer.
Essa articulação reforça a importância do trabalho em rede para o desenvolvimento local e regional. A inovação não é privilégio dos grandes centros urbanos ou da tecnologia de ponta – ela pode (e deve) estar presente em todas as cadeias produtivas, especialmente nas que unem tradição, sustentabilidade e criatividade.
Eventos como plataforma de fortalecimento do empreendedorismo
A realização do 1º Festival do Leite, Queijo e Economia Criativa dialoga diretamente com temas centrais do empreendedorismo contemporâneo: incentivo aos pequenos negócios, estímulo à produção local, valorização da identidade regional e construção de redes de apoio.
Num momento de retomada do setor de eventos, após anos de retração, iniciativas como esta se tornam ainda mais relevantes. Além de movimentar a economia, o festival atua como plataforma para formação de novos negócios, capacitação e fortalecimento da marca territorial de Campo Grande e do MS como polos de criatividade e produção de qualidade.
Com uma programação diversificada e aberta a todos os públicos, o festival vai além da festa junina. Para os empreendedores, é oportunidade de validar produtos, testar estratégias de vendas e ampliar sua rede de contatos. Para o público, é o momento de experimentar, conhecer histórias inspiradoras e valorizar quem faz a diferença na economia local.
Impacto e legado para o ecossistema de inovação
A expectativa é de que o evento ultrapasse a celebração sazonal e contribua para a consolidação de práticas colaborativas, inovadoras e sustentáveis na região. Ao reunir produtores rurais, artesãos, agentes públicos, instituições e comunidade, o festival cria um ambiente fértil para a troca de experiências, geração de negócios e parcerias duradouras.
Eventos como esse ajudam a fortalecer o ecossistema de inovação de Campo Grande, impulsionando não apenas o agronegócio, mas toda a cadeia da economia criativa. O contato direto entre produtores e consumidores gera trocas valiosas e incentiva a melhoria contínua dos produtos e serviços.
Mais do que uma vitrine, o festival lança luz sobre o potencial transformador do empreendedorismo rural e da economia criativa, áreas que muitas vezes carecem de visibilidade, mas que têm enorme capacidade de gerar renda, promover inclusão social e fortalecer a identidade regional.
Serviço
O quê: 1º Festival do Leite, Queijo e Economia Criativa
Onde: Parque de Exposições Laucídio Coelho – Rua Américo Carlos da Costa, 320 – Vila Carvalho
Quando: 27 de junho (das 10h às 22h) e 28 de junho (das 9h às 22h)
Entrada: Gratuita
