Ao navegar neste site, você concorda com nossa Política de Privacidade e nossos Termos de Uso.
Aceitar
Empreenda MSEmpreenda MSEmpreenda MS
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Desenvolvimento
  • Tecnologia
Pesquisar...
  • Agronegócio
  • Alimentação
  • Artesanato
  • Ciência
  • Comércio
  • Comportamento
  • Cultura
  • Desenvolvimento
  • Economia
  • Educação
  • Empreendedorismo
  • Emprego
  • Entretenimento
  • Esporte
  • Eventos
  • Finanças
  • Games
  • Gastronomia
  • Gestão Pública
  • Infraestrutura
  • Inovação
  • Investimento
  • Lazer
  • Listas
  • Meio Ambiente
  • Negócios
  • Política
  • Programas Habitacionais
  • Recursos Humanos
  • Redes Sociais
  • Saúde
  • Sustentabilidade
  • Tecnologia
  • Transporte
  • Turismo
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Lendo: O Salto Quântico: Mato Grosso do Sul, Habilitado para REDD+, Lança as Bases do Mercado de Carbono a Partir de 2026 e Consolida Liderança Global em Bioeconomia
Compartilhar
Font ResizerAa
Empreenda MSEmpreenda MS
Font ResizerAa
Pesquisar...
Já tem uma conta? Entrar
Siga-nos
  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Privacidade
  • Anuncie
© 2025 Empreenda MS. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
Empreenda MS > Empreendedorismo > O Salto Quântico: Mato Grosso do Sul, Habilitado para REDD+, Lança as Bases do Mercado de Carbono a Partir de 2026 e Consolida Liderança Global em Bioeconomia
Empreendedorismo

O Salto Quântico: Mato Grosso do Sul, Habilitado para REDD+, Lança as Bases do Mercado de Carbono a Partir de 2026 e Consolida Liderança Global em Bioeconomia

Empreenda MS Publicado em 18/11/2025 1k visualizações
Compartilhar
15 minutos de leitura
Compartilhar

O Reconhecimento Internacional Transforma a Conservação em Novo Ativo Financeiro

Em um movimento estratégico que transforma sua vasta riqueza natural em capital financeiro e fortalece inequivocamente a ambiciosa meta de se tornar um território Carbono Neutro até 2030, Mato Grosso do Sul alcançou um marco histórico. A Comissão Nacional para REDD+ (CONAREDD+) do Governo Federal, por meio da Resolução nº 20/2025 publicada no Diário Oficial da União, aprovou a elegibilidade do estado para acessar e captar pagamentos internacionais por resultados de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+) no bioma Cerrado.

Este reconhecimento não é apenas uma chancela técnica; é a confirmação de que Mato Grosso do Sul consolidou um modelo de governança ambiental robusto, transparente e, sobretudo, eficaz. Ele sinaliza ao mercado global que as florestas nativas e a gestão de recursos naturais do estado são ativos financeiros seguros e rastreáveis, prontos para serem negociados em um mercado de carbono que se expande a passos largos. A partir de 2026, com o lançamento do aguardado edital de estruturação, o estado se prepara para inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento econômico ancorado na bioeconomia, com o potencial de atrair bilhões em investimentos climáticos.

Leita também

Homem segurando um molho de chaves no interior de uma pequena loja de varejo

Pequenos negócios são 89% das empresas de MS, e Estado já abriu 61 mil MEIs, micro e pequenas empresas em 2026

Circuito do Sebrae leva 600 pessoas a Três Lagoas e mistura palestra sobre emoções com vitrine para pequenos negócios da Costa Leste
JEPP leva educação empreendedora a cerca de 660 alunos em Bataguassu e Eldorado, do assentamento à robótica
Simples Nacional ganha prazo extra: pequenas empresas de MS têm até 15 de outubro para aderir e até 30 para decidir sobre o modelo híbrido
Inadimplência de empresas sobe 25,7% em MS, e Chapadão do Sul reúne bancos e empresários para descomplicar o crédito

A Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) foi oficialmente designada como a responsável pela captação, condução dos processos de certificação e a subsequente comercialização dos créditos no território sul-mato-grossense. Essa centralização garante a uniformidade, segurança jurídica e, o mais importante, a correta repartição dos benefícios, pilar essencial do mecanismo REDD+.

Conforme afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc: “Essa é a confirmação de que Mato Grosso do Sul consolidou um modelo de governança ambiental robusto, transparente e alinhado às melhores práticas internacionais. Essa elegibilidade mostra que o Estado está preparado para acessar mecanismos financeiros globais e transformar a conservação das nossas florestas em oportunidade real de desenvolvimento sustentável. É um passo histórico que fortalece nossa estratégia de descarbonização.”


Decifrando o Mecanismo REDD+ e a Elegibilidade de MS

Para entender a magnitude desta conquista, é crucial detalhar o que representa o mecanismo REDD+ e o rigor dos critérios que Mato Grosso do Sul cumpriu.

O que é REDD+?

REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, mais o papel da conservação, manejo sustentável de florestas e aumento dos estoques de carbono florestal) é um mecanismo internacional negociado sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Seu objetivo fundamental é criar um valor financeiro para o carbono armazenado nas florestas, oferecendo incentivos a países e jurisdições que comprovam a redução de emissões por meio da conservação de suas áreas florestais.

O conceito é simples, mas sua implementação é complexa: Estados que comprovam que desmataram menos do que a média histórica (em um período de referência validado) e, consequentemente, evitaram a emissão de gases de efeito estufa (GEE), são elegíveis a receber “Pagamentos por Resultados”. Estes pagamentos podem ser acessados através de fundos bilaterais, multilaterais ou, crucialmente, pela comercialização em mercados de carbono.

Os Critérios de Rigor da CONAREDD+

A habilitação de MS perante a CONAREDD+ atesta que o estado atende a todos os critérios técnicos, jurídicos e de governança exigidos por esta plataforma nacional e, por extensão, pelo sistema internacional.

  • Comprovação de Redução Consistente: O estado demonstrou, por meio de dados precisos e monitoramento de longo prazo, uma redução consistente de suas emissões de GEE derivadas do desmatamento. Esta é a prova de que as políticas públicas ambientais implementadas ao longo dos anos, incluindo fiscalização e licenciamento rigoroso, foram eficazes.
  • Governança e Transparência: Foi validada a existência de um sistema de governança robusto, que inclui segurança jurídica para os investidores e transparência na gestão dos recursos.
  • Salvaguardas Socioambientais: Critério fundamental do REDD+, o estado demonstrou a existência de mecanismos para garantir que os projetos de carbono e os pagamentos por resultados respeitem os direitos e promovam benefícios para as comunidades locais, povos originários e comunidades tradicionais.

O secretário-adjunto da Semadesc, Artur Falcette, reforça a oportunidade: “Estamos falando de um estoque relevante [de carbono evitado] que agora poderá passar pelos processos de verificação, certificação e posterior comercialização. O próximo passo é justamente estruturar esse pipeline junto ao mercado, sempre com transparência e repartição de benefícios.”


O Cronograma da Economia Verde: Edital de Janeiro de 2026

O reconhecimento da elegibilidade é o primeiro passo; a estruturação do mercado é o segundo e o mais promissor para o setor produtivo e o empreendedorismo.

Durante a Conferência do Clima (COP 30), o governador Eduardo Riedel fez um anúncio crucial, estabelecendo o cronograma para a operacionalização desse novo mercado: em janeiro de 2026, a Semadesc lançará um Edital de Chamamento Público.

O Chamamento Público: Oportunidade para o Setor Privado

Este edital não será um mero aviso, mas uma convocação direta ao mercado global e nacional. Ele buscará propostas de empresas e consórcios especializados em:

  • Estruturação e Desenvolvimento: Modelagem jurídica e financeira dos projetos de carbono.
  • Monitoramento e Verificação (MRV): Soluções tecnológicas avançadas para medição, relato e verificação dos estoques de carbono e das emissões evitadas.
  • Certificação: Parcerias com certificadoras internacionais reconhecidas para transformar o “estoque relevante” de carbono evitado em créditos transacionáveis.
  • Comercialização: Estratégias e canais para negociar os créditos resultantes no mercado voluntário e, futuramente, no regulado.

O objetivo do Governo de MS é claro: organizar seu mercado de carbono com base em segurança jurídica e governança, garantindo que a entrada do setor privado seja feita de forma organizada e sob a supervisão do Estado. Esta abordagem visa evitar a fragmentação e a insegurança jurídica frequentemente observadas em mercados nascentes.

A Importância da Segurança Jurídica e da Repartição de Benefícios

O sucesso de um mercado de carbono depende da confiança, e esta confiança é construída sobre a segurança jurídica. Ao liderar a estruturação via Chamamento Público, o estado assegura que:

  1. Os ativos de carbono têm origem clara: A rastreabilidade e a legitimidade dos créditos são garantidas pela chancela do Estado e do CONAREDD+.
  2. O risco é minimizado: A atuação centralizada reduz o risco de fraude ou de projetos que não cumpram as salvaguardas socioambientais.
  3. Inclusão Social é Prioridade: O mecanismo de repartição de benefícios garante que parte dos recursos gerados pelos créditos de carbono retorne para as comunidades que vivem na ponta da conservação. Projetos já existentes no estado, como o “Ilumina Pantanal” (que levou energia solar e inclusão produtiva a ribeirinhos) e o “Luzes do Cerrado” (economia circular e geração de renda por meio da reciclagem), já demonstram a capacidade de MS de gerir fundos com impacto social.

O Potencial Econômico do Cerrado e a Transição para Carbono Neutro

Mato Grosso do Sul possui um vasto mosaico de biomas, totalizando mais de 110 mil km² de vegetação nativa remanescente. A elegibilidade recém-adquirida foca no bioma Cerrado, que cobre 62,2% do território.

O Gigante Adormecido: O Cerrado como Ativo Climático

O Cerrado, frequentemente subestimado em comparação com a Amazônia, é um hotspot de biodiversidade e, crucialmente, um gigantesco reservatório de carbono. Por ser conhecido como uma “floresta de cabeça para baixo”, grande parte do seu carbono está armazenado no subsolo, nas raízes e nos solos, tornando a degradação e o desmatamento uma ameaça à estabilidade climática global.

A habilitação para acessar pagamentos REDD+ no Cerrado posiciona MS como pioneiro na valorização econômica da conservação deste bioma essencial. O estoque de carbono evitado, ou seja, o volume de emissões que Mato Grosso do Sul comprovadamente impediu de ocorrer, agora se transforma em um fluxo de receita internacional que irá financiar a continuidade da conservação, criando um círculo virtuoso.

PIB e Sustentabilidade: O Modelo de Crescimento de MS

O movimento em direção à bioeconomia é a lógica por trás do modelo de desenvolvimento que vem sustentando o crescimento do estado. Em 2023, Mato Grosso do Sul registrou um aumento real do PIB de 13,4%, o segundo maior do país e mais de quatro vezes a média nacional, impulsionado pela agropecuária e pela indústria de transformação(principalmente celulose, biocombustíveis e proteína animal).

Este crescimento vertiginoso não é antagônico à agenda de descarbonização; pelo contrário, é impulsionado por ela. O modelo de MS é baseado em:

  1. Agropecuária Eficiente: Ganhos de produtividade e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) que permitem o aumento da produção em áreas consolidadas, reduzindo a pressão sobre áreas de vegetação nativa.
  2. Indústria de Baixo Carbono: Investimento maciço em setores de alto valor agregado, como a celulose e os biocombustíveis, que são naturalmente menos intensivos em emissões.
  3. Valorização da Conservação: A criação do mercado de carbono a partir de 2026 agrega um novo ativo à economia, monetizando a performance ambiental do estado.

O Secretário Jaime Verruck resume: “Agora, com a elegibilidade reconhecida e o edital anunciado, Mato Grosso do Sul consolida sua transição para um modelo de desenvolvimento baseado em conservação, tecnologia e geração de valor ambiental, aproximando-se da meta de se tornar território carbono neutro até 2030.”


O Empreendedorismo na Nova Fronteira Digital e Sustentável

O lançamento do mercado de carbono de Mato Grosso do Sul em 2026 abrirá um leque de oportunidades para o setor de tecnologia e serviços. A necessidade de Monitoramento, Relato e Verificação (MRV) exige um volume de tecnologia e inovação nunca antes visto.

Oportunidades para o Setor de Tecnologia (Climate Tech)

O mercado de carbono exige que cada crédito (cada tonelada de CO2 evitada) seja rastreável, único e imutável. Isso gera uma demanda imediata por:

  • Geotecnologias: Soluções de sensoriamento remoto, imagens de satélite e inteligência artificial para detecção de desmatamento em tempo real e análise da saúde florestal.
  • Plataformas de MRV: Softwares e sistemas que coletam dados, processam informações de carbono e garantem a transparência do processo de certificação.
  • Blockchain e Rastreabilidade: Tecnologias para registrar os créditos de carbono, garantindo a integridade dos ativos e evitando a dupla contagem (o grande desafio dos mercados voluntários atuais).

Empreendedores e startups do segmento Climate Tech e Agri Tech têm em Mato Grosso do Sul um laboratório real e um cliente institucional altamente motivado. O Edital de Chamamento de janeiro de 2026 será a porta de entrada para quem desejar participar dessa nova economia.

A Importância das Políticas Estruturantes

A liderança de Mato Grosso do Sul em pautas ambientais, como a adesão ao selo verde europeu e a participação ativa em eventos globais como a COP, eleva a confiança dos investidores internacionais. O estado não está apenas reagindo ao mercado, mas sim, estruturando-o com diretrizes claras e apoio governamental.

A gestão do governador Eduardo Riedel, baseada em pilares como ser um MS Verde, Próspero, Inclusivo e Digital, demonstra uma visão coesa de que o desenvolvimento econômico de alto nível exige a integração das cadeias produtivas com as políticas de conservação e tecnologia.


Um Novo Patamar para o Brasil

A elegibilidade para acessar recursos REDD+ no Cerrado e o anúncio da estruturação do mercado de carbono a partir de 2026 são marcos que transcendem as fronteiras de Mato Grosso do Sul. Eles representam um modelo bem-sucedido de como um estado pode aliar um agronegócio de classe mundial e um crescimento industrial acelerado com o cumprimento de metas climáticas globais.

Com um potencial expressivo de créditos e a segurança de uma governança robusta, Mato Grosso do Sul está pronto para transformar a conservação de seus mais de 110 mil km² de vegetação nativa em um motor de riqueza e inclusão social. O lançamento do Edital de Chamamento Público em janeiro de 2026 não será apenas um evento administrativo, mas a inauguração de uma nova era para a economia verde brasileira, posicionando MS como uma referência global em desenvolvimento sustentável e atração de capital climático.

O desafio agora reside em manter a transparência, garantir a justa repartição de benefícios e operacionalizar com eficiência a venda dos créditos no mercado. Para os empreendedores, a mensagem é clara: o futuro financeiro de Mato Grosso do Sul está no carbono, e o momento de atuar é agora.

Você também pode gostar

Mão tocando folhas de uma planta de mandioca em lavoura
Povos indígenas de MS fundam cooperativa estadual para negociar a própria produção sem atravessadores
Grupo de suínos em baia de uma granja
Suinocultores da Copérdia concluem formação de gestão e reforçam profissionalização de uma cadeia que cresce 16% em MS
Pinça de metal virando carne grelhada sobre o fogo
Festival Internacional da Carne vira vitrine para 26 pequenos negócios e mostra a economia que gira em torno do churrasco em MS
Compartilhar este artigo
Facebook WhatsApp WhatsApp LinkedIn Telegram Threads Link

Continue Conectado

FacebookCurtir
InstagramSeguir
LinkedInSeguir
ThreadsSeguir
- Anúncio -
Ad imageAd image

Artigos Recentes

Entregador em scooter vermelha circulando por rua de cidade à noite
Três Lagoas entra na rota da Keeta, app chinês de delivery que quer disputar o interior do país com iFood e 99Food
07/10/2026 Tecnologia
Bovinos de pelagem branca e cinza em pastagem verde
Indonésia habilita quatro frigoríficos de MS a exportar carne bovina, e setor aposta em novos mercados após tarifa chinesa
07/10/2026 Agronegócio
Locomotiva preta e amarela puxando composição de carga sobre trilhos
Arauco obtém registro da ANTT que garante trem para levar a celulose de Inocência até o Porto de Santos
07/10/2026 Infraestrutura
Caminhões de carga circulando por uma rodovia em paisagem montanhosa e árida
Países da Rota Bioceânica já movimentam 29% do comércio exterior de Campo Grande, puxados pelo combustível da Bolívia
06/10/2026 Economia

Artigos Relacionados:

Mulher analisa o estoque em uma loja de roupas

Jaraguari publica plano de compras de 2027 e abre caminho para pequenos negócios nas licitações

25/09/2026
Mulher de braços cruzados em pé dentro de uma oficina de trabalho

Só 30,8% dos trabalhadores por conta própria de MS têm CNPJ, e formalização recua em 2025

24/09/2026
Mulher assina documento sobre a mesa enquanto outra acompanha, em reunião de negócios

Empresárias de MS fazem missão na Argentina e encerram ciclo de preparação para a Rota Bioceânica

23/09/2026

Café com Negócios lança edição Delas com executivas e empresárias para discutir liderança e protagonismo feminino em Dourados/MS

23/09/2026
//

O primeiro portal de empreendedorismo e inovação de Mato Grosso do Sul, oferecendo conteúdo para inspirar empreendedores.

Links Úteis

  • Privacidade
  • Termos de Uso
  • Fale Conosco
  • Anuncie Aqui!CONFIRA!

Principais Tópicos

  • Desenvolvimento
  • Empreendedorismo
  • Inovação
  • Tecnologia
Empreenda MSEmpreenda MS
Siga-nos
© 2024 Empreenda CG. Feito orgulhosamente com ❤️ WordPress. Todos os Direitos Reservados.
É bom ter você de volta!

Faça login na sua conta