A Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI) 2024–2034 foi entregue ao Conselho Nacional de CT&I (CCT), com a participação ativa do diretor-presidente da Fundect/MS, Márcio de Araújo Pereira, que também preside o Confap. O documento decenal define os eixos de investimento em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, e aponta áreas cruciais para Mato Grosso do Sul, como a Bioeconomia, Agrociências e a aplicação de Inteligência Artificial.
A presença da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul) na formulação da ENCTI garante que as necessidades e vocações regionais de MS estejam refletidas nas diretrizes nacionais de financiamento.
A nova Estratégia Nacional é o mapa que orientará os recursos e as prioridades do país pelos próximos dez anos, sendo fundamental para que empresas e pesquisadores de Mato Grosso do Sul alinhem seus projetos aos eixos que receberão maior incentivo.
1. Eixos Estruturantes: Onde o Dinheiro da Ciência Vai Focar
A ENCTI organiza suas diretrizes em quatro pilares principais. Para o empreendedor e o pesquisador de MS, o foco deve estar nos eixos que dialogam diretamente com a economia do estado:
| Eixo Estruturante | Oportunidade para MS | Conexão com Notícias Anteriores |
| Inovação Empresarial | Reindustrialização e aumento da competitividade do setor produtivo local. | Conecta-se à atração de grandes players na Citricultura e à expansão do setor de Logística (Porto Murtinho). |
| Ciência e Inovação para o Desenvolvimento Social | Projetos que visam a redução de desigualdades regionais e a inclusão social. | Diálogo direto com o dado do IBGE sobre 40 mil pessoas que saíram da pobreza. |
| Projetos Estratégicos para Soberania Tecnológica | Investimento em áreas como Transição Energética, IA e Semicondutores. | Alinhamento com o acordo entre Governo de MS e Google (foco em IA e Cloud). |
| Expansão e Integração do SNCT&I | Fortalecimento das Fundações Estaduais (Fundect), universidades e centros de pesquisa. | Garante recursos para pesquisas locais (FAPs) e fortalece o ecossistema de inovação que articula a Rota Bioceânica. |
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2. Lideranças e Desafios: Onde MS Deve Aumentar o Jogo
O documento reconhece as áreas onde o Brasil já tem liderança, muitas delas centrais para Mato Grosso do Sul:
- Liderança Nacional: Agrociências, Bioeconomia e Saúde. (Conexão direta com a parceria Semadesc-Anbiotec e o foco em Bioinsumos).
- Áreas de Maior Investimento Necessário: Inteligência Artificial, Tecnologias Quânticas e Transição Energética.
Márcio de Araújo Pereira reforçou a importância do documento: “A Estratégia que apresentamos hoje reflete um Brasil que olha para o futuro, que investe em suas capacidades científicas e que entende a inovação como caminho para reduzir desigualdades e fortalecer a soberania nacional.”
3. Próximos Passos: Consulta Pública e Financiamento
A ENCTI é o primeiro passo. O instrumento complementar será o PASTI (Plano de Ação em CT&I), que detalhará metas e entregas em ciclos de cinco anos.
Ação para o Leitor: As propostas da Estratégia passarão por consulta pública na plataforma Brasil Participativo entre os dias 5 e 20 de dezembro. Este é o momento para a comunidade científica, empresas e startups de MS participarem e garantirem que as demandas regionais sejam priorizadas nos planos de ação futuros.
A mensagem é clara: A ciência e a tecnologia não são um custo, mas o motor que sustentará o novo ciclo de desenvolvimento industrial, ambientalmente responsável e socialmente inclusivo em Mato Grosso do Sul até 2034.
