Mato Grosso do Sul conquistou a segunda colocação nacional no ranking de Emprego & Renda do IFDM (Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal), divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro.
Com dados referentes a 2023, o estado ficou atrás apenas de Santa Catarina na avaliação, que considerou 5.550 municípios brasileiros — o equivalente a 99,96% da população nacional.
O IFDM avalia o desenvolvimento socioeconômico dos municípios com base em três dimensões: Emprego & Renda, Educação e Saúde.
Os índices variam de 0 a 1, sendo que valores acima de 0,8 indicam alto grau de desenvolvimento.
Para o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o resultado é fruto de uma década de políticas públicas voltadas à atração de investimentos, fortalecimento da agroindústria e qualificação profissional.
“Essa posição consolida Mato Grosso do Sul como referência nacional em geração de oportunidades.
Hoje, 92,4% dos municípios têm desenvolvimento alto ou moderado em Emprego & Renda, o que mostra uma distribuição equilibrada do crescimento”, afirmou.
Municípios com melhor desempenho
Campo Grande lidera o ranking estadual, com nota 0,9555, figurando como o 197º município mais bem avaliado do Brasil em Emprego & Renda.
Também se destacam Dourados (0,9725), Chapadão do Sul (0,9340), São Gabriel do Oeste (0,9451), Três Lagoas (0,9231) e Nova Andradina (0,9093).
Outros municípios como Bataguassu, Costa Rica, Paraíso das Águas e Inocência também apresentaram bons índices.
O levantamento aponta que 32,5% da população sul-mato-grossense vive em municípios com alto desenvolvimento em Emprego & Renda, enquanto 59,5% residem em cidades com desenvolvimento moderado somando 92,1% da população em níveis positivos.
Jaime Verruck destacou o papel da parceria entre os setores público e privado na consolidação desses avanços. “Investimentos em infraestrutura, logística, inovação e qualificação profissional têm resultado no aumento de empregos formais, diversificação econômica e crescimento do PIB per capita”, disse.
Desafios persistem
Embora o desempenho de Mato Grosso do Sul esteja acima da média nacional apenas 20,3% dos municípios brasileiros estão no patamar de alto desenvolvimento o secretário ressaltou que ainda há desafios a serem enfrentados nos municípios com indicadores mais baixos.
“O IFDM mostra que estamos no caminho certo, mas também aponta onde devemos focar nossas políticas públicas com mais precisão”, concluiu.
O IFDM utiliza dados oficiais atualizados anualmente e considera, na dimensão Emprego & Renda, indicadores como absorção da mão de obra local, diversidade econômica, desligamentos voluntários, PIB per capita, participação dos salários no PIB e taxa de pobreza.
